Países da região Amazônica vão se reunir para discutir políticas

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O presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Chile, Sebastián Piñera, durante encontro no Palácio da Alvorada — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta quarta-feira (28), a realização de uma reunião entre os países da região Amazônica para tratar de políticas para a floresta. A reunião está prevista para o dia 6 de setembro em Letícia, cidade colombiana na fronteira com o Amazonas. “Estaremos reunidos com esses presidentes, exceto o da Venezuela, para discutir uma politica única nossa de preservação do meio ambiente e bem como exploração de forma sustentável da nossa região”, disse o presidente, que apesar de possuir território de floresta, não foi convidada.

Depois do encontro com o presidente do Chile, Sebastian Piñera, Bolsonaro disse que o Brasil aceitou receber quatro aviões chilenos para ajudar no combate às queimadas na floresta Amazônica. O aumento do número de focos de queimadas na Amazônia ocasionou uma crise ambiental e política mundial.

O presidente do Peru, Martin Viscarra e o presidente da Colômbia, Iván Duque se reuniram ontem (27), em Pucallpa na Colômbia, para reafirmar a cooperação entre os dois países para a proteção da Amazônia. “Queremos enfrentar conjuntamente problemas como mineração ilegal, extração ilegal de madeira, colheitas ilícitas e tráfico de animais silvestres.”, afirmou Iván em uma rede social. Declarou também que haverá mais reuniões com outros presidentes para conversar sobre a realidade da Amazônia, para que haja bem-estar e desenvolvimento sustentável para as regiões em comum.

 

França e Brasil 

O assunto foi tratado como emergencial na reunião do G7 (grupo com sete economias mais avançadas do mundo).  O presidente da França, Emmanuel Macron, que foi anfitrião neste ano, se declarou contra a política do governo brasileiro para o meio ambiente. Ele chegou a dizer que Bolsonaro mentiu sobre sua preocupação com a preservação da floresta e o cumprimento do Acordo de Paris.

O dilema entre Brasil e França continua, “no tocante ao governo francês, o fato de me chamar de mentiroso e por duas vezes ter dito que a soberania do Brasil tem que ser relativizada, somente depois de ter se retratado do que falou sobre a minha pessoa, que representa o Brasil, e bem como o espírito patriótico do povo brasileiro, que não aceita essa relativização da soberania da Amazônia. Em havendo isso, daí sem problemas voltamos a conversar”, disse Bolsonaro depois de encontro com Piñera, que realizou parada em Brasília após participar como convidado do encontro do G7 em Biarritz na França.

 

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