Greve dos Correios contra a privatização

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(Imagem: Reprodução/Internet)

Os sindicatos representantes dos trabalhadores dos Correios decretaram, na noite desta terça-feira (10), greve em todo o Brasil. O objetivo da mobilização é impedir a redução de salários e benefícios, se posicionar contra a privatização da estatal, prevista pelo ministro da Economia Paulo Guedes, e também contra a direção dos Correios.

Antes da decisão da greve, os sindicatos fizeram dez reuniões com a empresa. Porém, a estatal abandonou a negociação sem fechar o acordo coletivo, que estava sendo mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares por meio de nota publicaram que “a FENTECT e a Findect estão conscientes da responsabilidade na condução deste processo e acreditam que só a mobilização dos ecetistas pode garantir uma negociação justa que represente os anseios da categoria. Todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram à greve. A reivindicação é por um reajuste que cubra pelo menos a inflação do período e contra o corte de direitos.”.

Não há prazo determinado para o fim da greve e as atividades das agências e de toda a logística dos Correios nas entregas seguem prejudicadas. É recomendado que a população evite compras através da internet que dependam dos Correios e procure meios alternativos para pagamento de contas, como segunda via online o débito automático.

A privatização dos Correios é uma pauta recorrente no governo Jair Bolsonaro, que admite vender outras estatais através do Programa de Parcerias e Investimento (PPI). O ministro Paulo Guedes pretende criar um “PAP – Programa de Aceleração das Privatizações”, com um “fast track” para agilizar o processo de venda das estatais. Segundo ele, em vez de as propostas de privatização serem encaminhadas uma a uma ao Tribunal de Contas da União (TCU), uma lista com todas as “privatizáveis” será levada primeiro a Bolsonaro. As estatais que ele aprovar para a privatização, enviaremos ao TCU e encaminharemos um projeto de lei ao Congresso para incluir a lista aprovada no programa de desestatização.

 

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