Governo diz que não há risco de consumo de frutos do mar, cientistas rebatem

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Foto: Mateus Morbeck/AFP

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quinta-feira, 31, não ter, até o momento, qualquer evidência que justifique “interrupção abrupta” do consumo de frutos do mar, apesar das manchas de óleo que têm surgido nas praias nordestinas. De acordo com ele, o monitoramento tem sido feito de forma constante para que, ao primeiro sinal de risco, a população possa ser alertada.

“Até agora não temos nenhum elemento para dizer [à população que] interrompa o consumo. Estamos, em full time analisando e retirando ostras, mariscos, mexilhões, lagostas, peixes, pescada, barracudas e não achamos ainda algo que represente risco. Ocorrendo, imediatamente o Ministério da Saúde dará o alarde”, disse à Agência Brasil o ministro, ao chegar para um evento na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Brasília.

Porém, com a chegada das manchas a Porto Seguro (BA), atingindo Arraial d’Ajuda e Trancoso, pesquisadores pedem cautela a banhistas e consumidores e rebatem tentativas do governo de garantir a segurança das praias e dos peixes.

Segundo os cientistas da Fiocruz, é condenável a liberação da pesca de lagosta e camarão, que havia sido suspensa pelo Ministério da Agricultura, e o tom suave adotado pela pasta da Saúde ao definir os potenciais estragos provocados pela substância que invadiu as praias.

Jorge Machado, médico sanitarista da Fiocruz, o óleo que chegou ao Nordeste é formado por uma mistura de hidrocarbonetos, entre eles o benzeno, que é cancerígeno. “A contaminação pelas substâncias tóxicas pode ocorrer por sua ingestão, inalação ou absorção pela pele”, destaca.

*Com informações do O Globo

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