Estudantes goianas são finalistas em Olimpíada de Português

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Foto: Lívia Wu

Três estudantes da rede estadual de Goiás vão disputar a final da 6ª Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, da Fundação Itaú Social.  Adriely, Beatriz e Vitória estão no grupo de 14 estudantes goianos que participam da etapa semifinal, realizada em São Paulo, desde o dia 23 de outubro. Ainda há representantes de Goiás na disputa da semifinal, o que deve elevar o número de alunos da rede na final. A Olimpíada recebeu a inscrição de mais de 170 mil estudantes de todo o País, com a participação de 42.086 escolas públicas.

Adriely Stefany Ferreira de Lima, aluna do Colégio Estadual Vila Nova (Brazabrantes), e Beatriz Pereira Rodrigues, da Escola Estadual Nilda Margon Vaz (Catalão), são as finalistas goianas na categoria Crônica. Já a aluna Vitória Lima Gonçalves, da Escola Estadual Cunha Bastos (Rio Verde) foi escolha na categoria de texto Memória Literária.

O concurso, que também premia os professores dos estudantes finalistas, vai escolher as melhores produções dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio e busca estimular o interesse pela leitura e a melhor escrita.  A Olimpíada é promovida pela Fundação Itaú Social, em parceria com o Ministério da Educação e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC).

A semifinal é uma das etapas mais esperadas por quem participa da seleção. É quando aproximadamente mil pessoas, estudantes e professores, de todo o Brasil participam de um grande encontro com trocas de histórias e experiências, em São Paulo. Até 19 de novembro, serão realizadas cinco etapas da semifinal, divididas conforme a categoria de gênero textual escolhida – Crônica, Memórias Literárias, Poema, Documentário e Artigo de Opinião –, todas com o tema “O Lugar Onde Vivo”.

A estudante Adriely Ferreira Lima, 14, está empolgada e na expectativa de trazer a medalha de ouro do concurso. Ela produziu uma crônica e escolheu falar sobre as brincadeiras que reuniam a criançada na rua de casa. A adolescente esteve em São Paulo no final de outubro para a seletiva e já garantiu vaga na final, prevista para 9 de dezembro.

“A experiência em São Paulo foi incrível. Conheci várias pessoas, de diversos estados. Fiz novos amigos e espero aproveitar ainda mais essa oportunidade que vou ter, indo viajar novamente para disputar a final”, disse a jovem.  “A Olimpíada é mais uma iniciativa que incentiva a leitura e a valorização da cultura de uma forma divertida e diferente, o que acaba despertando nosso interesse”, elogia Adriely.

Em Goiás, os semifinalistas são de Caldazinha, Goiânia, Itapuranga, Ipameri, Santa Rita do Araguaia, Goianésia, Santa Cruz de Goiás e Rio Verde. Na programação em São Paulo, para a semifinal, estão previstas palestras, passeios culturais, debates com artistas, escritores e atividades de produção de texto. Todos os semifinalistas também recebem medalha de bronze pela participação na Olimpíada.

A Adriely foi orientada pela professora de Português, Cristiane Silva, que também viajou para capital paulista. “Orientar os alunos e a Adriely foi desafiador porque a crônica é um texto sobre a realidade deles, e eles não imaginam que coisas simples, do cotidiano possam se tornar grandes textos”, explica a docente. Segundo Cristiane, o evento é transformador para os estudantes. “Tudo foi novidade: o aeroporto, a viagem de avião, a cidade e o hotel”, salienta.

Agora, as duas vivem a expectativa do grande resultado, já que esta é a primeira vez que a escola chega à fase final da Olimpíada. “É um reconhecimento do trabalho que desenvolvemos com os alunos. Viram que são capazes de produzirem excelentes textos. Todos querem viajar e estão valorizando muito mais a escola e o povoado em que vivem. Sem dúvidas, foi uma injeção de autoestima na escola. Contagiou alunos, pais e funcionários”, declara Cristiane.

Gustavo Oliveira, 13, que estuda no 7º ano no Colégio Estadual Senador Antônio de Ramos Caiado, em Santa Cruz de Goiás, voltou na semana passada de São Paulo. Ele optou por fazer um texto no estilo memória literária e está encantado com a experiência, mesmo não passando para a etapa final. “É muito gratificante representar o Estado, poder conhecer uma nova cidade, ter feito passeios e conhecer novas pessoas. Foi perfeito”, conta o jovem. Ele diz que na escola e na cidade todo mundo ficou sabendo de sua participação na Olimpíada Língua Portuguesa e ficaram encantados. “Foi uma viagem de conhecimento. Aprendi várias coisas sobre como fazer uma redação.”

Diretora da unidade em que Gustavo estuda, Maria do Carmo Magalhães ressalta que o trabalho de produção de texto tem sido uma constante e que isso tem despertado bastante interesse nos alunos porque é uma ferramenta que faz avançar o aprendizado e capacidade cada vez maior na produção de textos. “O resultado disso estamos vendo agora com o Gustavo participando de um concurso sério e renomado”, sublinhou a professora. Ela completa que isso serve de incentivo para os demais estudantes.

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