Comandante geral do Corpo de Bombeiros é afastado suspeito de envolvimento em esquema criminoso

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Nesta terça-feira, 19, o grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO), com apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), deflagrou a Operação Desconformidade.

Destinada ao combate de fraudes na certificação de segurança contra incêndio e pânico emitida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO), a operação desmembrou esquema criminoso, formado por bombeiros militares, incluindo membros do alto comando da corporação.

Segundo a investigação, o esquema se baseava em burlar o regramento normativo, concedendo Certificados de Conformidades (Cercons) para empresas e empresários que não cumpriam as normas e protocolos de segurança, colocando vida e patrimônio da coletividade em grave e iminente risco.

Nesta quinta-feira, 21, o Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás (CBMGO) afastou temporariamente o comandante geral da corporação, coronel Dewilson Adelino Mateus, e mais cinco militares citados em denúncia da Operação Desconformidade. São eles: coronel Anderson Cirino, major Nériton Pimenta, tenente coronel Hélio Loyola, capitão Sayro Geane e subtenente José Rodrigues Sobrinho.

Após o afastamento, a Corporação está sem comandante geral, e ainda não foi designado um substituto até o momento. No entanto, segundo o CBMGO, os serviços continuam sendo prestados normalmente à sociedade.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a decisão toma por base a postura de transparência da corporação e tem por objetivo trazer ainda mais independência e credibilidade à investigação na qual os nomes dos bombeiros militares são mencionados.

“O Corpo de Bombeiros Militar reitera seu estrito compromisso com a transparência e com os parâmetros legais impostos pelo Estado de Direito, repudiando veementemente desvios de conduta ou atividades que possam ferir os princípios da legalidade e da moralidade que venham a ser cometidos quando do exercício das suas atividades”, afirma comunicado.

O caso

Segundo a investigação, o grupo recebia vantagens financeiras para interesse próprio, além de valores destinados a construções e reformas nas unidades militares, de modo a justificar as concessões espúrias a determinadas empresas. Shoppings e centros comerciais, em várias regiões da capital, tiveram seus Cercons emitidos irregularmente.

Os esquemas se iniciaram ainda em 2013, com participação ativa do alto comando militar. O grupo teria atuado nos últimos seis anos oferecendo maior celeridade no processo de concessão de certificado de conformidade — documento que autoriza o funcionamento do estabelecimento — em troca de valores e ou outras moedas de troca, como viagens. Um dos casos investigados aponta um empreendimento comercial que teria pago R$ 500 mil pelo documento.

 

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