Deputados aprovam encampação da Enel

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Foto: Divulgação/Arquivo

O projeto de lei que prevê a encampação da Enel pelo estado de Goiás foi aprovado em primeira votação na última quarta-feira, dia 11. A matéria, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira e do líder do governo, deputado Bruno Peixoto, pede a rescisão do contrato de concessão para prestação de serviço público de distribuição de energia elétrica firmado com a Celg Distribuição S/A – Celg D e a respectiva encampação do serviço. A propositura ainda será votada novamente antes de ser encaminhada ao governador Ronaldo Caiado.

O deputado Lissauer disse que a lei que pede a cassação da concessão é uma resposta do Parlamento aos problemas causados pela companhia de energia em Goiás. “Nós defendemos os sete milhões de goianos. Recebemos muitas reivindicações e o governo tem a prerrogativa de sancionar ou vetar o projeto de lei”, esclareceu. O presidente da Alego acrescentou que caberá ao Executivo a execução da medida. “Nós apenas aprovamos as matérias. Assim que sancionada pelo governador, aí o governo tem condições de fazer uma intervenção na Enel. Essa intervenção é por conta do governo e as ações vão ficar por conta do executivo estadual”, ponderou.

O líder do Governo, deputado Bruno Peixoto que também é autor do projeto justificou seu posicionamento pela aprovação. “Estou indo com base na justiça, é o mínimo que podemos fazer para mostrar nosso sentimento de indignação conta a Enel. Voto com segurança, estou votando com o povo goiano”, declarou o parlamentar, afirmando não temer a judicialização da matéria.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga possíveis crimes praticados pela Enel Goiás, Henrique Arantes (MDB), pensa diferente e acredita que o projeto é a alternativa para reverter a concessão da distribuidora de energia elétrica. “Esse projeto ressoa a vontade da comunidade. O povo não aguenta ter a energia cortada e ficar dias e até semanas sem energia. A população pode, talvez, no entendimento dela, ter a justiça ou o direito do lado dela. Tem lei que é legal, só que é totalmente imoral como essa que dá autonomia para a Enel pilhar e “chupar” toda a riqueza do Estado de Goiás e levar para a Itália”, protestou.

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