Área de tecnologia demanda por profissionais qualificados

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Até 2024, cerca de 24 mil vagas não serão preenchidas por falta de mão de obra. Especialistas listam as principais profissões e qualidades exigidas pelos empresários.

Até o ano de 2024, cerca de 70 mil empregos na área de tecnologia serão criados, no entanto, quase a metade não será preenchida, é o que aponta pesquisa realizada pela, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). A necessidade de adequação das empresas para o mercado digital, o ecossistema de startups, que tem apresentando um crescimento exponencial e a escassez da formação de mão de obra qualificada são os fatores apontados para explicar a demanda. Hoje, no Brasil, somente 46 mil pessoas com perfil tecnológico se formam por ano.

Em 2018 os estados de Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará concentravam 8,9% dos empregos na área de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), a demanda até 2024 será de 9,4%. Para o diretor do Founder Institute, Cláudio Ávila, é mais fácil formar esses talentos com a cultura da empresa do que encontrar profissionais preparados, sendo as principais qualidades exigidas pelos profissionais na área de tecnologia, conhecimento técnico, coachability (capacidade que uma pessoa tem de receber um feedback e usá-lo para melhorar sua performance) e facilidade para trabalho em grupo.

“As habilidades são mais importantes no mercado de startups. A gente vê claramente um domínio de negócios, vendas, marketing, conhecimento em tecnologia, suporte administrativo, apoio financeiro e jurídico. Em termos de profissão temos o conceito de CEO (presidente), CTO (diretor técnico), CMO (diretor de marketing) e o COO (diretor de operações)”, pontua o co-founder da Sírius Venture Capital e Gyntec, Felipe Pinho, acrescentando que a demanda vai depender da fase da startup.

O presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação de Goiás (Assespro-GO), Deybson Santana explica que o grande problema da produtividade na área de tecnologia está no desenvolvimento. A Tecnologia das Coisas (IoT), por exemplo, terá uma demanda 107.139 vagas até 2024, seguida por Outras Tecnologias (desenvolvedores) com 53.136 vagas e Segurança, com 45.387 vagas. A perspectiva de investimento na área de IoT até 2022 segundo a Brasscom é de R$ 155,2 bi e R$ 396,8 bi em mobilidade de conectividade.

O presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação de Goiás (Assespro-GO), Deybson Santana explica que o grande problema da produtividade na área de tecnologia está no desenvolvimento. A Tecnologia das Coisas (IoT), por exemplo, terá uma demanda 107.139 vagas até 2024, seguida por Outras Tecnologias (desenvolvedores) com 53.136 vagas e Segurança, com 45.387 vagas. A perspectiva de investimento na área de IoT até 2022 segundo a Brasscom é de R$ 155,2 bi e R$ 396,8 bi em mobilidade de conectividade.

Nova profissão: Cientista de Vendas

O mercado goiano passa a ter no primeiro semestre de 2020 profissionais de venda 2.0, verdadeiros especialistas no comércio à distância e via WhatsApp e redes sociais, como Instagram. Eles irão atuar na República da Moda, loja âncora no Estação da Moda, shopping pioneiro no mercado atacadistas de moda em Goiânia, inaugurada no início de novembro.

Selecionados em setembro, oito pessoas já com experiência em vendas, passam a ocupar cargos de consultores de call center e que, com treinamento inédito, serão qualificados em cientistas de vendas. Ao todo, serão seis meses de curso. “O curso será dado durante o período de trabalho com revezamento de turno da equipe”, explica Thiago Duarte, CEO de E-commerce da República da moda. “Vamos ensinar uma nova profissão e transformar os consultores de vendas online em verdadeiros cientistas de vendas”, completa. Esses novos profissionais serão especializados em vender roupas no atacado por televendas e WhatsApp.

“O trabalho vai muito além do que atender o cliente, saber de suas necessidades e dar as melhores indicações e informações. Atendemos, orientamos, indicamos melhores modelos, tendências e estilos e ainda, nos tornamos mais próximos dos nossos clientes que se tornam amigos e ajudamos em seus negócios”, explica Paulo Rosa, 18 anos, um dos profissionais contratados para o novo cargo.

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