Editorial | O que São Paulo e BH dizem pra Goiânia?

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O estrago que as chuvas típicas do verão no Brasil causou nas cidades de Belo Horizonte (MG) e em São Paulo (SP) são destaques no noticiário nacional. Muitas mortes, gente ilhada no meio dos temporais, um número cada vez maior de desabrigados, garagens inundadas, casas e veículos com perda total, desabamentos… A natureza dá seu recado.

As chuvas parecem estar mais fortes e em menor quantidade. A época da seca tem ficado maior a cada ano, quase insuportável, com temperaturas exorbitantes, que prejudicam a saúde, mas quando a época das águas chega, ao invés de alívio em algumas regiões, causa transtorno. E que recado São Paulo e BH trazem para Goiânia? As duas capitais têm em comum a impermeabilização extrema do solo e a canalização de cursos d’água. Lixo jogado nos mananciais e a destruição das matas ciliares ao longo do tempo.

Parece até que falamos de Goiânia, mas a nossa capital ainda pode evitar desastres como os observados na capital mineira e paulista. Políticas públicas que incentivem contribuintes a destinar uma porcentagem do terreno a um jardim, criar mais jardins de chuva, multar severamente quem for flagrado jogando lixo na rua, promover a limpeza dos bueiros ou criar mecanismos, como espécie de peneiras, para que o lixo não vá pelos dutos pluviais. Plantar mais árvores na cidade. Reflorestar nascentes e recuperar as matas ciliares.

Goiânia daqui há 20 anos pode viver o drama de São Paulo e de Minas Gerais se nada for feito hoje. Por enquanto, aqui sofremos com alagamentos pontuais. Ruas com grande correnteza durante os temporais, mas nada que lembre as duas capitais. Por outro lado, o nosso asfalto precisa urgentemente ser trocado. Muitos buracos em uma cidade que está em obras que provocam gargalos.

O prefeito Iris Rezende tem dito que as obras serão concluídas até o final do mandato e que as ruas da cidade serão recapeadas. Seria muito bom para os anos seguintes se medidas de prevenção a enchentes fossem tomadas. O assunto deve estar na pauta da eleição deste ano. É urgente discutirmos isso, assim como mobilidade, saúde e educação. E que o debate seja produtivo!

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