Pesquisa da UFG analisa o grafite como espaço de luta das mulheres

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Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás (UFG) investigou o cenário da arte urbana como espaço de protesto de mulheres, principalmente no Brasil. Em sua tese de doutorado, a pesquisadora Nathália de Freitas analisou obras, feitas por mulheres e homens, que levantam temas e problemáticas de relevância para as questões feministas.

A pesquisa aborda a história do grafismo e questões de empoderamento e parceria entre as mulheres ligadas a essa arte. Segundo a pesquisadora, as mulheres ainda são minoria no cenário da arte urbana. “Comecei a perceber que muitas mulheres estavam representando temáticas relacionadas a suas próprias vivências, de modo que as mulheres negras grafitaram sobre racismo, preconceito e blackpower, da mesma forma que encontrei mulheres que grafitaram sobre violência doméstica, Lei Maria da Penha e outros assuntos relacionados”, conta Nathália.

O estudo ainda contempla grafites que homenageiam personagens reais e da ficção que fizeram história e se tornaram referência na luta das mulheres e mostra que essa atuação se faz importante para dar visibilidade ao movimento feminista e à própria história das mulheres. “Comecei lá na graduação conhecendo esse grafite, durante o estágio nas escolas, e depois fui pesquisar sobre o grafite em Goiás. Com o desenrolar da pesquisa, acabei me encontrando nesse cenário das grafiteiras, que inclusive usam esses grafites para denunciar e se colocar em um lugar de destaque”, explica a pesquisadora.

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