Editorial | Sobrevivendo a uma pandemia

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Foto: Tom Brenner/Reuters

Um breve manual de sobrevivência a tempos de pandemia de coronavírus pode ser encontrado nas principais publicações mundo afora. Não cumprimente ninguém abraçando, beijando ou pegando na mão. Use a saudação vulcana “vida longa e próspera” ao melhor estilo Spok, de Star Trek (se for novo, pesquise). Faça isso a um metro de distância da pessoa.

Se for espirrar ou tossir faça isso dentro de sua roupa, ou na parte de dentro do cotovelo. Evite levar as mãos ao rosto. Lave-as com frequência com sabão. Use álcool em gel a 70%. Abuse da higiene. E ao menor sinal de gripe, fique em casa.

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Gripe mesmo. É que esta é a época do aparecimento de gripes, resfriados e alergias. Gripou? Use máscara para sair. A febre está alta demais, há dificuldade em respirar, procure uma unidade de saúde. Antes disso, evite ir a postos de saúde e hospitais de urgência e emergência.

Tudo é uma questão de educação, de prestar atenção nas recomendações das autoridades da área da saúde. Recomendações que o próprio presidente Jair Messias Bolsonaro não seguiu domingo, ao ir na manifestação a favor dele mesmo e contra o Congresso Nacional e STF. Apertou a mão de manifestantes enquanto aguarda confirmação de um novo teste já que seis pessoas que participaram de jantar com o presidente Trump já testaram positivo para o coronavírus. Muitos da comitiva de Bolsonaro.

Coerente foi o governador Ronaldo Caiado que, sendo médico, pediu que manifestantes fossem embora, momentos depois de determinar a suspensão de aulas nas redes particular e pública de ensino em Goiás por 15 dias, inicialmente. É preciso prevenir. Não queremos repetir o exemplo da Itália. Para que a crise passe logo é preciso prudência.

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