Caiado busca acordo de cooperação com a China

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O Governo de Goiás tem lançado mão de todas as ferramentas para que a disseminação e os danos à população por conta do novo coronavírus seja a menor possível. E para qualificar as equipes de saúde do Estado, o governador Ronaldo Caiado conversou hoje com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para discutir um acordo de cooperação entre os dois países. A intenção é discutir técnicas e tratamentos mais efetivos contra o novo coronavírus, já que foi na nação asiática que a doença surgiu. Mas agora, o país já declarou o fim do pico do surto.

De acordo com Caiado, o embaixador colocou à disposição do Estado teleconferências com os médicos que estiveram à frente da luta contra o coronavírus, em Wuhan, para que os profissionais daqui trabalhem procedimentos que possam superar o mais rápido possível a doença em pacientes mais graves. “Essa experiência não vem no livro. Temos que ter capacidade e sensibilidade, como médicos que somos, para poder avaliar qual é o momento, o que fazer, o que deu certo. Essa oferta foi muito importante, vou fazer chegar a toda a nossa estrutura da Secretaria de Saúde (SES) para que o nosso secretário Ismael [Alexandrino] possa também avançar nesse sentido”, sublinhou o governador

O acordo de cooperação faz com que o Estado tenha maior número de dados e “de experiência para caso amanhã – e vamos ter infelizmente situações mais graves -, tenhamos um suporte maior de tratamento e opções de conduta”, completou o governador. A conversa com o embaixador foi revelada durante a live diária que está fazendo por meio das redes sociais do governo e também pelas rádios que compõem a Agência Brasil Central (ABC) e emissoras parceiras.

O programa ainda contou com a participação da Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim. Ela destacou a importância das ações e agradeceu Caiado pelas ações que tem tomado. “Essa iniciativa e proatividade só têm a dar bons resultados. Temos acompanhado os casos diariamente e a gente não repetiu o erro, por exemplo, da Itália, que demorou demais a entrar com essas medidas mais restritivas, de isolamento domiciliar, de cancelamento de aulas”, pontuou.

Segundo Flúvia, Goiás entrou com medidas mais duras, mas que nesse momento são necessárias.  “Essa doença não tem vacina. Numa guerra a gente usa as armas que possui e que são eficazes. E é essa arma que estamos usando agora, que é o distanciamento e isolamento social. Cada um fica na sua casa, sem contato com outras pessoas”, completou a especialista.

Caiado aproveitou a live para comentar os números de contaminados em Goiás. “Temos apenas um caso internado até o momento. Isso nos tranquiliza. O acréscimo tem sido lento e bem gradual. É lógico que ninguém comemora isso, mas temos que agradecer [os números baixos]”, disse Caiado. E esse crescimento pequeno, afirmou o governador, é mérito de todos os profissionais de saúde, segurança pública e toda a sociedade que compreendeu o momento de isolamento, tão necessário para a superação e evitar uma explosão de registros da Covid-19.

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