‘Não tem mais diálogo com esse homem’, Caiado ao romper com o governo

0
176
Foto: Junior Guimarães

O presidente Jair Bolsonaro ficou ainda mais isolado dos governadores nesta quarta-feira, 25, após entrar em atrito direto com o governador de São Paulo, João Doria, durante reunião sobre o coronavírus, e de perder o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, devido ao pronunciamento no qual voltou a minimizar a pandemia e criticou medidas dos Estados.

Um dos governadores mais próximos de Bolsonaro até o início da crise do coronavírus, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que é médico e próximo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, criticou duramente o pronunciamento feito na véspera por Bolsonaro e disse que eventuais medidas do governo federal para reduzir o isolamento social durante a pandemia não terão efeitos em seu Estado.

“É inadmissível o presidente tratar pandemia que já matou quase 20 mil pessoas em todo o mundo, como ‘resfriadinho’. Insensibilidade que fere familiares de vítimas. Sou médico e não aceito isso”, disse Caiado no Twitter.

“Buscar a tese de que teremos colapso econômico de grandes proporções, é querer colocar na balança o que é mais importante: a vida humana ou a sobrevivência da economia. E isso não tem discussão. Garantir a saúde, a segurança alimentar e física dos goianos é minha responsabilidade”, acrescentou.

Caiado, disse que não tem mais diálogo com o governo do presidente Jair Bolsonaro. “Não tem mais diálogo com esse homem. As coisas têm que ter um ponto final”, finalizou Caiado.

Região sudeste

Durante reunião de Bolsonaro com governadores da Região Sudeste, Doria disse lamentar o pronunciamento do presidente na véspera e cobrou diretamente que ele lidere o país com serenidade em meio à crise gerada pelo coronavírus, de acordo com pessoas com conhecimento do encontro.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que assim como Doria vinha sendo criticado por Bolsonaro pelas medidas de restrição, disse que o pronunciamento do presidente, no qual defendeu a reabertura de escolas e a volta das pessoas ao trabalho, não tem valor jurídico, indicando que manterá as restrições adotadas no Estado.

“O pronunciamento não tem validade jurídica. É uma opinião política… se cada empresário atender ao pronunciamento, juntamente com que o fez (Bolsonaro), pode ser responsabilizado por suas ações lá na frente”, alertou.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here