Artigo | Escolas fechadas

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Por Rogério Ap. Machado

A probabilidade dos mais jovens, principalmente crianças, desenvolverem sintomas graves com o novo coronavirus é, realmente, muito remota.

Porém, os jovens não estão imunes a contaminação pelo Covid-19 (isto foi constatado na China), ou seja, eles podem sim carregar o vírus e, infelizmente, contaminar as pessoas mais propensas ao desenvolvimento de sintomas graves da doença, que são mais velhas que elas, como por exemplo, professores, funcionários da escola, seus pais e avós.

Todos esses, quando contaminados, também podem contaminar outras pessoas até os sintomas aparecerem e, por isso, os números de contaminados crescem em ordem geométrica.

O confinamento inicial busca, dentre várias intenções segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), isolar as pessoas para que não se contaminem e, muito menos passem o vírus adiante. Caso a pessoa esteja doente, ela é direcionada para tratamento ou a verdadeira “quarentena”, por um prazo mínimo de 14 dias, onde a doença é desenvolvida sem contaminar outras pessoas. Porém, esse método é mais efetivo com os mais jovens, sendo que para o grupo de risco (idosos e portadores de outras doenças) a rapidez no tratamento é fundamental.

Para reforçar esse confinamento, a suspensão de aulas e fechamentos de escolas e faculdades faz sentido, pois diminui a aglomeração de muitas crianças, jovens, adultos e até mesmo idosos, que depois, ao retornar para seus lares poderiam vir a colocar em risco a saúde de seus familiares.

Como cada decisão acaba por interferir na execução de outras situações, cabe definir qual caminho seguir. Por isso, o Ministério da Saúde brasileiro está respeitando as orientações da OMS, o que é extremamente adequado, pois é o órgão direcionador das atitudes a serem tomadas pelos governos.

Rogério Ap. Machado é doutor em Saúde Pública, professor de Gestão Ambiental e Química da Universidade Presbiterana Mackenzie.

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