Editorial | Flexibilização reforça a máxima de que ninguém é insubstituível

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Foto: Paulo José

Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil que autoridades da área de saúde defendem que para salvar a vida da população é preciso, antes de qualquer outra medida, o isolamento social. Evitar que a tal curva de contágio cresça e cause o colapso no sistema de saúde. Isso quer dizer que era para se evitar que houvesse mais doentes do que a capacidade dos hospitais em atender os casos de infectados com o vírus. As medidas foram tomadas e determinou-se o isolamento social, com fechamento do comércio, indústria, escolas, empresas. A ordem era ficar em casa. Durante a primeira semana a curva ficou achatada.

Na segunda semana, temendo o colapso financeiro da camada mais vulnerável da população, foi recomendado o pagamento de uma renda emergencial básica. Um auxílio para alimentação dos mais carentes. Por outro lado, muita gente, influenciada pelos negacionistas do governo federal, principalmente, começaram a defender a volta das atividades econômicas. O empresariado não queria amargar prejuízos e começou a demitir funcionários, a pressionar o governo. Muita gente voltou a trabalhar com medo de represálias.

Na terceira semana de isolamento foi possível notar um aumento substancial de gente nas ruas, no transporte coletivo, nas empresas, no trânsito. Apesar do aumento de casos de contágio do novo coronavírus em Goiânia, esta semana novo decreto deve autorizar a volta de 70% da atividade econômica “mediante medidas de proteção” a serem anunciadas ainda.

Estamos na contramão do que outros países fizeram. O que deve ser priorizada é a vida, a saúde da população. De nada vale o esforço das categorias da área de Saúde se a prevenção não for mais prioridade. Vão trabalhar para enxugar gelo e nós, expostos ao vírus, que é mortal, vai nos matar. Nunca a expressão “ninguém é insubstituível” fez tanto sentido na economia brasileira. Que pena! Se puderem, fiquem em casa. Cuidem-se!

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