Ansiedade: a vilã da atualidade

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Por Barbara Carvalho

Todo mundo já teve essa sensação de que algo ruim pode acontecer, muitas vezes acompanhada por “batedeira no peito”, suor ou “embrulho no estômago”. A ansiedade tem sintomas similares ao medo, e pode se originar de traumas intensos, conflitos, fracassos ou estar acompanhada de outras doenças psiquiátricas, como depressão, psicoses, neuroses, etc. Pode também estar associada a doenças cardiovasculares ou respiratórias.

O Brasil ganhou o preocupante título de campeão de ansiedade no mais recente relatório sobre o tema publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 9,3% da população sofre com o problema de acordo com o documento, valor que é o triplo da média mundial, e supera de longe os Estados Unidos (6,3%). Assim como em outros continentes, as mulheres são as mais afetadas nas Américas: 7,7% sofrem de ansiedade, contra 3,6% dos homens

As manifestações da ansiedade envolvem desde sensações subjetivas de medo e apreensão, além de pensamentos catastróficos e sintomas físicos. O corpo todo pode ser afetado pela liberação de substâncias como a noradrenalina e o cortisol, que ativam a atenção, aumentam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos para preparar o organismo para reagir.

A empresária e escritora Karine Carrijo conta um pouco sobre sua luta contra a ansiedade. “Minhas crises começaram na adolescência após um trauma familiar. Fui diagnosticada por um psiquiatra, fiz todo um acompanhamento com psicólogos, fiz terapia. Com o uso dos remédios minhas crises aumentaram bastante, foi então que decidi parar de usar uns anos atrás. As crises começam quando eu estou em um momento de cobrança na vida pessoal, de trabalho, enfim, qualquer tipo de coisa que me envolva emocionalmente. Atualmente minhas crises estão controladas. Tive a última em novembro do ano passado”, conta.

A adoção de um estilo de vida saudável é altamente recomendado para prevenir e reduzir a ansiedade, assim como a mudança de hábitos diários. “A atividade que exerço quando estou muito ansiosa é escrever. Sou escritora e algo que me acalma muito é escrever. Quando as crises vem eu tenho pensamentos muito tristes, tenho vontade de chorar, desabafar com alguém, e quando eu coloco um fone, escuto uma música e começo a escrever as crises duram cerca de 20 minutos”, complementa.

“Um conselho de quem tem ansiedade e sofre muito por pensamentos de precipitações é, não tenha medo. Dias ruins vão vir e está tudo bem não estar tudo bem o tempo todo. Nós não somos obrigados a estar 100% a vida inteira. Quando você aprender a lidar com suas imperfeições, você vai ver que essa é a sua melhor versão. Se você é ansioso, se organize, planeje, pensar, colocar tudo no papel, no computador, procurar uma forma de achar o seu eixo, e quando você encontrar sua vida vai fluir de forma natural”, finaliza Karine.

 

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