“Política de combate à Covid-19 deve ter diretrizes claras do Ministério da Saúde e ser trabalhada em parceria com Estados”, diz Caiado

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Foto: Arquivo

“Eu não tenho que estar tutelado por uma pessoa, por um pensamento partidário que não tenha embasamento científico. Sou defensor de que nós governadores – somos 27 – devemos embasar uma tese e cobrar do ministro da Saúde [Nelson Teich] para que tenha protocolos claros.” A afirmação foi dada pelo governador Ronaldo Caiado, nesta quarta-feira, 29, durante live promovida pelo jornal Valor Econômico. Na entrevista, Caiado defendeu a cooperação entre os Estado, União e os demais Poderes constituídos no combate ao novo coronavírus no Brasil.

Para o governador de Goiás, as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) precisam ser técnicas e científicas para balizar ações, como a identificação do comprometimento da situação de cada região do País; a demonstração do momento que será mais crítico para cada Estado; e até a possibilidade de acolhimento de pacientes em unidades federativas que não sejam a da residência da pessoa acometida pela doença. “Vamos dar sinal de solidariedade e amor ao próximo. O principal é a vida do cidadão, esse é o meu objetivo de governo e, para isso, eu enfrento quem quer que seja”, reforçou.

A mudança do ministro da Saúde no decorrer do enfrentamento ao novo coronavírus trouxe algumas dificuldades operacionais para o País. No caso de Goiás, por exemplo, o chefe do Executivo destacou que o Hospital de Campanha de Águas Lindas, o primeiro a ser levantado pelo governo federal, está pronto, mas que o MS ainda não autorizou a transferência da unidade para o Estado. “Até essa transição [entre ministros] engrenar, vai ser um tempo perdido. Isso porque o novo ministro precisa ter conhecimento da Covid-19, do funcionamento da rede do SUS e da vida política em Brasília”, opinou Caiado.

Durante a meia hora de entrevista, o governador goiano também classificou como “deprimente” e “preocupante” o fato de o Brasil acoplar a uma situação já extremamente grave – a pandemia – outras, como as vivenciadas recentemente na área política. “Não podemos ampliar uma crise, com número crescente de óbitos, com consequências que virão, como o desemprego e a falta de incentivos, à crise política. Infelizmente, querem trazer a eleição de prefeitos para o meio do coronavírus. Esta é a triste realidade que estamos vivendo hoje”, alertou.

Para Caiado, o momento também não é o de tocar um processo de impeachment contra o presidente ou governadores. É preciso definir prioridades, continuou, e a atual é combater a Covid-19 e reduzir ao mínimo possível o número de mortes ocasionadas pelas complicações da doença.

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