Ensino Médio à Distância é aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa

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O projeto de lei de autoria Governo do Estado de Goiás cria o Programa Goiás Tec, que leva educação à distância para os alunos do Ensino Médio em Goiás, foi aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa por 13 votos favoráveis e dez contrários na útima sessão remota da semana passada. Ele cria, na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o programa Goiás Tec-Ensino Médio ao Alcance de Todos.

O projeto foi protocolado na Assembleia Legislativa no dia 25 de maio, por iniciativa da Superintendência do Ensino Médio da Seduc. Seu texto objetiva atender às unidades escolares da rede estadual de ensino de Goiás que ofereçam o ensino médio e estejam localizadas em zona rural, distrito e regiões de difícil acesso ou que possuem déficit de professores de áreas específicas, nas quais o ensino será mediado pelas tecnologias de informação e comunicação, via plataforma de telecomunicação.

O programa Goiás Tec ofertará o uso de ferramentas tecnológicas ao ensino médio, que irá possibilitar aos estudantes, em salas de aula interativa de sua comunidade, o acesso às aulas transmitidas via satélite por professores habilitados, que estarão em estúdio. A matéria segue, agora, para segunda votação do Plenário.

“É uma tese indefensável alguém ter posição contrária a diminuir as desigualdades regionais”, defendeu o governador Ronaldo Caiado ao falar sobre a tramitação do projeto em uma de suas lives diárias. “A nossa luta é para não construir dois “Estados” dentro de Goiás, um com qualidade de vida, IDH alto e oportunidades de emprego, e outro distanciado, com residências sem banheiro, sem educação de qualidade e sem emprego”, disse.

O deputado Bruno Peixoto, líder do governo na Assembleia Legislativa, destacou a relevância da matéria. “Agora, a comunidade kalunga poderá ter acesso a ensino de qualidade, que será ministrado por professores com mestrado e doutorado. A sala de aula terá uma pessoa com a figura de monitor para repassar os questionamentos dos estudantes, via online”, detalhou o parlamentar.

A deputada Adriana Accorsi (PT) apontou aspectos negativos do programa Goiás Tec, que altera a ministração de aulas, sem antes discutir a questão com a comunidade escolar, estudantes, professores e sociedade como um todo. “Parece um golpe. Mudar as coisas sem conversar com o povo. Discordo, tinha que ser debatido. Estamos no momento de debater a educação a distância. O Enem foi adiado porque 40% da população não tem acesso à internet”.

A deputada citou, ainda, que Goiás tem um percentual ainda maior de pessoas sem acesso a internet. “Na segurança pública, a gente estuda a importância da educação na vida da família, porque quando o adolescente está em evasão escolar, existe mais chances de envolvimento com a criminalidade. Isso mostra que estar na escola é um processo de cidadania, não apenas pedagógico”, comentou.

Para finalizar, Adriana relacionou o convívio em comunidade escolar como processo de socialização e diz que educação a distância impulsiona a criminalidade. “Na escola, a gente aprende a conviver em sociedade. A educação a distância impulsiona a criminalidade. O Governo quer reduzir custo com ensino EAD e teremos, ainda, mais adolescentes e jovens sem acesso à educação em Goiás”, concluiu.

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