Editorial | Pelos Direitos da Criança e do Adolescente

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O Estatuto dos Direitos da Criança e do Adolescente chega aos seus 30 anos de existência tratando como cidadão de direitos nossos pequenos brasileiros. Nos mostra inumeráveis avanços na política para as futuras gerações, mas também um quadro preocupante de violência contra vulneráveis em nosso país. É ela, a violência, a maior causa de morte de crianças e adolescentes no Brasil. Se por um lado somos vitoriosos ao comemorar a redução da mortalidade infantil por doenças, pela falta de vacinas, por outro olhamos estarrecidos com o fato delas estarem sendo mortas por espancamento dentro de casa. É preciso avançar e garantir o cuidado, a assistência, a proteção, o estudo, o amor, a casa, a família a estes brasileiros que são pessoas em desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. É preciso tratar a criança e o adolescente como prioridade.

E às vésperas de comemorar os 30 anos do documento que legitima o artigo 277 da Constituição de 1988, que trata dos direitos das crianças e dos adolescentes brasileiros, o presidente Jair Bolsonaro dá posse ao novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, um pastor evangélico que defende o castigo físico a crianças, o que é proibido pelas leis do país.

Esta edição dá destaque também à corrida eleitoral. Esta semana seis pré-candidatos à Prefeitura de Goiânia participaram virtualmente de audiência pública para discutir o Novo Plano Diretor de Goiânia. Entre as propostas, tornar Goiânia uma cidade mais humanizada, que dê mais importância às pessoas. Pauta necessária em tempos de pandemia e de muitas mortes na capital. Quem ocupar o Poder Executivo na próxima gestão vai encontrar uma cidade em luto ou com sequelas de uma doença democrática, que atinge a todos sem distinção.

E enquanto o número de casos só aumenta, o comércio reabre adotando alguns cuidados esta semana, em um momento em que 98 % dos leitos para covid-19 no Estado estão ocupados. O cenário não é bom e com metade das “férias escolares” já terminando essa semana, a outra metade serve para planejar a volta às aulas, provavelmente virtuais na maioria das escolas.

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