Bolsonaro diz que Pazuello e Salles ficam

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Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o chefe interino da pasta da Saúde, Eduardo Pazuello, permanecem nos cargos, apesar de críticas, voltou a defender a gestão ambiental de seu governo e bateu novamente na tecla do afrouxamento do isolamento por conta do coronavírus para reativar a economia.

Na tradicional live de quintas-feiras em uma rede social, o presidente defendeu que não se pode “sufocar a economia” com as medidas de isolamento, afirmou que a Europa é uma “seita ambiental” e disse que o Brasil é atacado de forma “injusta”.

“Salles fica, Pazuello fica, sem problema nenhum. São dois excepcionais ministros”, afirmou Bolsonaro.

“A gente lamenta aquela reunião reservada nossa aonde você não mede palavras”, disse, em referência a reunião ministerial de abril em que Salles sugere que o governo aproveitasse as atenções centradas na pandemia para “passar a boiada” e alterar a legislação ambiental.

“O que ele quer é desregulamentar muita coisa. Não é permitir ninguém cometer crime não. É desregulamentar, desburocratizar”, argumentou o presidente, afirmando que o ministro “fica, a não ser que queira sair”.

Bolsonaro reconheceu que ainda há trabalho a ser feito na área ambiental e citou a dimensão territorial do país como uma dificuldade. Lembrou, no entanto, da atuação do vice-presidente Hamilton Mourão, à frente do Conselho da Amazônia. Também disse ter enviado ao Congresso Nacional projeto de abertura de crédito para financiamento de operação de combate ao desmatamento na região.

Bolsonaro chegou a mencionar que iria avaliar se assinava decreto que suspende as queimadas em todo o país por 120 dias, manifestando preocupação com os produtores que precisarem da queima para a produção de alimentos. Não ficou claro se o presidente se confundiu, mas o decreto foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira.

“Estamos assinando um decreto, quer dizer, não assinei ainda, né, está previsto eu assinar o decreto, não permitindo queimadas no Brasil por quatro meses”, disse.

“Agora, eu te pergunto —eu sei que está fora dessa proibição aqui o índio, o caboclo, tá certo—, mas no mais, esse pequeno homem que está lá no interiorzão do Brasil, desse Brasilzão aí enorme… como é que ele vai cultivar alguma coisa? Se ele não cultivar esse ano, não tem o que comer no ano que vem. É mais um problema que vamos ter pela frente.” (Reuters)

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