Renovação de contrato para construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste

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A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) será responsável pelo escoamento de grãos de soja e milho da região do Vale do Araguaia até a Ferrovia Norte-Sul. A obra é esperada pela população do Vale do Araguaia. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o governo federal a renovar, de forma antecipada, os contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), que são geridas pela Vale S/A. E com os novos contratos, será construída um trecho da FICO, entre Mara Rosa, em Goiás, e Água Boa, no Mato Grosso.

A Fico ligará a cidade de Água Boa, no Vale do Araguaia (MT), até a cidade de Mara Rosa, em Goiás, cujos trilhos se conectarão com a Ferrovia Norte-Sul. Na primeira fase a ligação ferroviária terá uma extensão de 348 quilômetros. Na segunda etapa de obras, a previsão é que sejam feitos 518 km de Água Boa até Lucas do Rio Verde, com construção de um terminal de cargas e os trilhos passando por mais 15 cidades da região e 740 quilômetros até Porto Velho, em Rondônia.

A ferrovia terá 1.638 quilômetros de extensão, ligando Campinorte a Vilhena, no oeste do Mato Grosso, fronteira com Rondônia A Ferrovia de Integração terá um papel fundamental para o escoamento da produção de grãos da região do Vale do Araguaia, que é uma das maiores produtoras de soja de todo o Brasil. A FICO fará ligação com a Ferrovia Norte-Sul, que também terá acesso aos principais portos do país, o que resultará em mais competitividade aos produtos goianos. Para a obra serão destinados pelo Ministério da Infraestrutura R$ 2,73 bilhões.

Conforme o Ministério, os novos contratos, renovados por mais 30 anos, foram modernizados e preveem investimentos da ordem de R$ 21 bilhões. O recurso será dividido entre R$ 8,5 bilhões para a Estrada de Ferro Vitória Minas e R$ 9,8 bilhões para a Estrada de Ferro Carajás. Com as obras, é esperada a geração de 65 mil empregos, sendo aproximadamente 10 mil só entre Goiás e Mato Grosso.

Além dos recursos já previstos pelo Ministério, também haverá o uso do mecanismo de investimento cruzado. Desta forma, parte do valor de outorga possa ser utilizado para a construção de novas ferrovias com investimento privado. “Estamos mostrando que a restrição orçamentária não será um impeditivo para desenvolvermos a infraestrutura do país”, comentou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

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