Editorial | Nos trilhos do progresso

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A autorização do Tribunal de Contas da União para a renovação de contrato para construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, no trecho entre Mara Rosa, em Goiás, e Água Boa, no Mato Grosso, faz parte de um grande projeto de integração do interior brasileiro produtivo com os portos exportadores de nossos produtos para o mundo. Representa a facilidade e o barateamento do escoamento da nossa produção em detrimento do transporte caro por rodovias. É o progresso chegando onde já deveria estar há anos, como na Europa e na América do Norte. Investir em ferrovia, como já se investiu nos anos 50 e 60 do século passado, é olhar para o futuro e não para o passado. É levar o desenvolvimento a todos os municípios que margeiam as ferrovias. A toda uma região interiorizada não apenas geograficamente, mas historicamente deixada de lado na evolução econômica do país.

E nos trilhos do progresso também se investe em tecnologia. Uma parceria entre os governos federal e estadual está levando internet para assentamentos mais remotos de Goiás, possibilitando a democratização da informação, da educação e do acesso a programas por meio de plataformas digitais. É preciso levar internet de qualidade a todos os municípios já que uma lei estadual tornou possível o ensino à distância.

Investir em tecnologia é reduzir gastos para o Estado. Exemplo disso foi a economia da máquina estatal com a implantação do teletrabalho em Goiás em tempos de pandemia. Sem prejudicar o serviço público ofertado à população – pelo menos no serviço básico – o Estado economizou mais de 40 milhões de reais com água, energia, transporte, combustível, entre outros gastos fixos nas repartições. Este pode ser o futuro das empresas estatais e privadas.

E como forma de lazer, lives de música, de poesia, de teatros, livros, discos, fotografias. O ser humano se adapta a tudo nos trilhos do progresso.

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