Editorial | Brasil chora por seus mais de 100 mil mortos pelo Covid-19

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Foto: Internet

A proximidade das eleições, a necessidade de retomar as atividades econômicas, de se pensar a cidade a partir de um novo Plano Diretor, da deliberação de novas leis e fiscalização do cumprimento das já existentes e da comemoração de vitórias como o aumento da exportação de café, da entrega de novas casas pelo poder público à população mais carente do interior do estado e de novas máquinas e equipamentos para trabalhadores de Goiânia nos afasta da lembrança de dias ruins. É preciso comemorar todas estas conquistas. Equilibra o sentimento. Nos dá esperança.

A esperança de novos dias que o casal Cícero Salvino de Almeida e Rosilene Maria da Silva teve ao receber a casa própria, uma das 383 entregues em Planaltina de Goiás. Hoje a família comemora a conquista da segurança de um teto sobre suas cabeças. A economia dá um suspiro aliviado ao anunciar, no agronegócio, um aumento de quase 2 mil por cento na exportação do café goiano.

E se ainda é momento de crise, pré-candidatos às prefeituras e câmaras municipais têm se movimentado virtual e presencialmente, com cuidados, junto ao eleitor, na busca de confiança, apoio e, claro, voto. Redescobrindo formas de adaptação aos dias de pandemia também estão pais, mestres, famílias de crianças em alfabetização. A escola migrou para dentro de casa e tanto família quanto profissionais da Educação estão se desdobrando para continuar nessa missão de formar e transformar para melhor a sociedade.

Mas não podemos nos esquecer que passamos por dias de muita tristeza, solidão e pavor. No último sábado o Brasil chegou a marca de 100 mil pessoas mortas em decorrência da pandemia de Covid-19. É o segundo maior número de mortos do mundo. E não são números. São perdas. São amores de alguém que nos deixou sem despedida, sem rituais, deixando muita dor e saudade. E neste momento, nem abraços consolam. Não podem ser dados. Estamos de luto! Fica a oração pedindo que Deus acalente as famílias e as proteja do vírus e da ignorância em negar seu poder devastador.

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