Vereador defende que cidade seja mais vertical e com melhor adensamento

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Foto: Arquivo

Goiânia deve tornar-se uma capital melhor adensada, com o poder público proporcionando condições que permitam que um número maior de pessoas morem em bairros com mais infraestrutura e com mais oferta de serviços públicos. Para isso, a saída seria verticalizar a cidade, com incentivos para a construção de mais edifícios e, inclusive, de apartamentos com preços mais acessíveis.

Este é um dos principais pontos do relatório formulado pela Subcomissão de Ordenamento Territorial do Plano Diretor e que foi entregue publicamente à Comissão Mista pelo relator, vereador Andrey Azeredo (MDB), em uma estratégia formulada por ele e pelo presidente daquele Grupo Temático, Anselmo Pereira (MDB), que visa dar total publicidade e transparência às peças que irão compor a versão final do Plano Diretor – que o próprio Andrey define como a “Carta da Prosperidade de Goiânia”.

“O que queremos é uma cidade mais compacta e menos espraiada, com menos vazios urbanos. Atualmente vemos as pessoas irem para setores periféricos e, em contrapartida, muitos bairros, especialmente os melhores localizados se comparados com a região central, estão ficando elitizados”, explica o relator. “Aproveitar melhor estes vazios também é uma forma das pessoas que forem morar ali usufruírem de uma infraestrutura já pronta, ao passo que em setores mais distantes, ainda é imprescindível mais investimentos do poder público”, ilustra Andrey.

Por isso o vereador também lembra que seu relatório traz novidades como a criação do “índice de aproveitamento”, que calcula a área construída permitida para um terreno específico. “Ou seja, ao invés de utilizarmos o antigo índice, denominado ‘fração ideal’, propomos a criação daquele para que o lote seja aproveitado ao máximo”, diz ele, fazendo referência a uma das propostas de emenda intitulada “Adoção de índices de controle de densidade demográfica diferenciados”.

O relatório da Subcomissão de Ordenamento Territorial traz 32 proposições – deste total, 25 são emendas apresentadas por Andrey e por outros vereadores. Naquele contexto de aumentar a verticalização em Goiânia, umas delas prevê, por exemplo, que o limite de andares em prédios construídos em áreas de adensamento básico aumente – exceto em áreas de ocupação sustentável e de restrição ambiental e em setores como Sul e Jaó.

Outras emendas que merecem destaque são a “exigência de estudo de impacto de trânsito para unidades habitacionais que oferecerem mais de 50 vagas” e a não menos importante “ampliação ou criação de unidades para o desenvolvimento de habitação de interesse social”. “Nosso objetivo foi produzir um relatório que permita que Goiânia cresça com oportunidade para todos. Que seja uma cidade inclusiva e com excelente qualidade de vida”, resume o vereador relator.

O relatório da Subcomissão de Ordenamento Territorial do Plano Diretor, a mais importante na discussão de temas cruciais que afetam diretamente o crescimento e o desenvolvimento da cidade, será analisado na Comissão Mista junto com os demais – ao todo são seis subcomissões temáticas. Na sequência é produzido um relatório final que segue para o plenário, onde o Plano Diretor passará por sua segunda votação.

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