Alemanha diz que vacina russa contra Covid-19 não foi suficientemente testada

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Foto: Ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn/REUTERS/Fabrizio Bensch

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, disse nesta quarta-feira, 12, que a vacina da Rússia contra a Covid-19 não foi suficientemente testada, acrescentando que o objetivo é ter um produto seguro mais do que simplesmente ser o primeiro a começar a vacinar as pessoas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou na terça-feira que o país se tornou o primeiro a dar aprovação regulatória para uma vacina contra a Covid-19, depois de menos de dois meses do início dos testes em humanos.

A decisão de Moscou de dar aprovação à vacina antes de ela completar os testes em estágio avançado levantou preocupações entre especialistas.

“Pode ser perigoso começar a vacinar milhões, se não bilhões de pessoas cedo demais, porque pode simplesmente matar a aceitação da vacinação se der errado. Então estou muito cético sobre o que está acontecendo na Rússia”, disse Spahn à emissora de rádio Deutschlandfunk.

“Ficaria satisfeito se tivéssemos uma vacina inicial, boa, mas baseado em tudo que sabemos —e esse é o problema fundamental, principalmente que os russos não estão nos contando muito— isso não foi testado suficientemente”, acrescentou.

Spahn disse ser crucial, mesmo durante uma pandemia, realizar os estudos e testes apropriados e tornar os resultados públicos para dar às pessoas confiança na vacina.

“Não é sobre ser o primeiro de alguma forma —é sobre ter uma vacina efetiva, testada e, portanto, segura”, disse ele quando indagado sobre a vacina russa, que se chamará Sputnik 5, em homenagem ao primeiro satélite lançado ao espaço no mundo pela então União Soviética.

Somente cerca de 10% dos ensaios clínicos são bem-sucedidos e alguns cientistas temem que Moscou possa estar colocando o prestígio nacional à frente da segurança.

Putin e outras autoridades russas disseram que a vacina é completamente segura. Autoridades governamentais do país disseram que ela será aplicada em profissionais médicos e depois em professores de forma voluntária entre o final deste mês e o início de setembro. A aplicação em massa na Rússia é esperada para outubro. (Reuters)

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