Entrevista | “Prioridade é trabalhar com essa questão do emprego e da renda”

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O deputado estadual Alysson Lima, de 45 anos, lançou sua pré-candidatura a prefeito de Goiânia pelo Solidariedade no último dia 12 e, em entrevista ao Tribuna do Planalto, fala de seus planos para a cidade. Alysson Francisco Lima é natural de Londrina, é casado e tem três filhos. É formado em Marketing. É jornalista e político. Começou sua carreira como comunicador aos 15 anos. Trabalhou em cinco estados e veio para Goiânia em 2009. Ele ganhou notoriedade na TV Record Goiás, onde foi apresentador e repórter. Foi vereador em Goiânia e eleito deputado estadual com mais de 30 mil votos.

Tribuna do Planalto – O senhor lançou sua pré-candidatura a prefeito na última semana de cima de um carro de som e também pela internet. Com este novo modelo de campanha o senhor acha que vai conseguir passar sua mensagem adequadamente para o eleitor?

Alysson Lima – Nós lançamos nossa pré-campanha na semana passada pelas plataformas de internet, Facebook, Instagram e também usamos a ferramenta que sempre foi a nossa marca, né? De forma simples, em cima do carro de som, andamos em Goiânia, anunciando nossas plataformas e nossas intenções, plano de ações e também lançando oficialmente nossa pré-campanha através de um carro de som. Nós sempre fizemos campanha de forma muito barata tanto para vereador quanto para deputado. Nossa campanha sempre foi a mais baratas entre os eleitos. Essa é uma marca que nós sempre tivemos e vamos permanecer agora também para a prefeitura de Goiânia.

Quais os principais desafios desta campanha em tempos de pandemia?

O maior desafio que teremos nessa pré-campanha e nessa campanha é realmente evitar a contaminação da doença. O coronavírus continua, infelizmente, com número muito grande de pessoas contaminadas diariamente e como política automaticamente pessoal já assimila com aglomeração, com multidão, o desafio realmente é você ter contato com as pessoas, você levar a mensagem para as pessoas, apresentar suas propostas e planos de governo, no entanto, respeitando antes mais nada esse ambiente de pandemia e evitar com que o o vírus se intensifique ainda mais.

São muitos os pré-candidatos a prefeito este ano. O senhor tem participado de conversas para a construção de uma candidatura forte contra o prefeito Iris Rezende? Com quais partidos acha possível esta aliança?

Existe na verdade essa ideia de todos contra o Iris. Isso não existe. Nós temos um bloco de candidatos pré-candidatos independentes que temos até afinidades em comum. Fomos vereadores juntos na Câmara Municipal e queremos uma proposta alternativa pra esse momento em Goiânia. Algumas pautas em comum, como a questão do combate a pandemia, da mobilidade urbana, programas de geração de renda, empregos, enfim, nós estamos com pautas bem afuniladas, mas não é um projeto específico de oposição ao Iris. Não dá pra ter uma noção exata ainda dos partidos que nós poderemos ter aliança. Só a partir do dia 10 de setembro, até porque boa parte dos partidos têm pré-candidatos e até então os partidos não querem recuar. Então não dá pra saber. Podemos fazer alianças com partidos de centro, de centro-esquerda, de direita, enfim, tá muito indefinido ainda.

O senhor é um crítico do transporte de passageiros da capital e da mobilidade urbana. Quais as soluções para Goiânia?

A questão do transporte coletivo de Goiânia pra poder mudar, tem que realmente rever a questão contratual, que hoje dá amplos poderes pras empresas. O poder público tem que reaver a questão da bilhetagem, que é o controle de quanto entra de recursos diariamente nas empresas de ônibus. Esse controle não pode estar na empresas, tem que ficar na mão do poder público e é preciso trabalhar dentro do médio espaço de tempo pra poder construir um fundo de manutenção do transporte público. Hoje o transporte é bancado 100% pelas tarifas de ônibus em Goiânia. Um transporte bancado pela tarifa ele caótico, a tarifa não é suficiente pra você poder implementar realmente melhorias, mudanças significativas em relação ao transporte público. Então nós temos consciência que o caminho realmente é reaver o controle e também implementar um fundo ou um subsídio pra poder fazer a manutenção do transporte público mensalmente, inclusive a reforma dos terminais.

Ganhando a Prefeitura, como será o prefeito Allyson Lima? Quais suas prioridades e de onde vai conseguir recursos para torná-las reais?

Nós temos algumas pautas que são emergentes. Eu acredito que chegando a Prefeitura de Goiânia, recebendo o apoio da população, a prioridade realmente é trabalhar com essa questão do emprego e da renda porque hoje nós temos mais de cem mil pessoas desempregadas em Goiânia, entre desempregados e pessoas na informalidade. Então é um desafio muito grande pra próxima gestão, trabalhar na recuperação econômica da cidade. E nós temos planos pra isso, em relação, por exemplo, a questão da flexibilização tributária, da criação dos distritos industriais. Vamos trabalhar com afinco pra poder criar as zonas industriais de Goiânia, estabelecer os pólos na moda, por exemplo, da 44, de produção de confecção da região noroeste, coisas simples que, infelizmente, até hoje não saíram do papel porque a Prefeitura de Goiânia não tem investido em desenvolvimento econômico. A atual gestão tem essa visão muito obreira. Orçamento, no momento, não é o grande problema da prefeitura. A prefeitura tem um orçamento muito alto. São mais de 6 bilhões de reais por ano. Só pra você ter noção, a prefeitura tem mais de 1 bilhão de reais guardado. Só pro BRT tem quase 90 milhões guardado. A Prefeitura não está terminando as obras, não está realmente dando qualidade ao serviço público, porque houve, infelizmente, muita falta de planejamento. Então, recurso, hoje, a prefeitura tem de sobra. Gerir bem os recursos públicos, trabalhar muito bem as regras de execução de obras pra que as obras não fiquem interrompidas no meio do caminho, cumprir com rigor passo a passo dando autonomia para os órgãos de controle e poderem trabalhar em parceria com a prefeitura no planejamento, não apenas depois do erro, enfim, o recurso a prefeitura tem hoje pra poder oferecer serviço público de qualidade em Goiânia.

Já definiu quem será seu vice?

Por enquanto não definimos o vice. Já fomos procurados por algumas pessoas e por alguns partidos. Pessoas que já demonstraram interesse em poder compor, mas estamos aguardando realmente a hora certa pra poder tomar a decisão. O vice tem que ser realmente alguém que possa vir a somar no nosso projeto, como se fosse um casamento, complementando nosso perfil. Eu tenho um perfil mais de fiscalização, atuação combativa em relação a questão do combate à corrupção e precisamos de alguém que possa somar nesse perfil que eu construí ao longo da minha vida como pessoa pública e recentemente como político. Quero agradecer a oportunidade de falar com vocês do TRIBUNA DO PLANALTO. Eu agradeço também a população goianiense por ter permitido que eu chegasse até aqui na condição de pré-candidato a prefeito. Estamos construindo um caminho muito bonito, ficha limpa, graças a Deus. Não tenho nada que me desabone.Tenho provado isso pra sociedade e pra mim seria uma honra muito grande poder servir a população de Goiânia como Prefeito a partir do ano que vem.

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