Coworking pode ser a nova aposta para autônomos e empresas recém-criadas

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Carla Sahium, advogada especialista em Direito Civil, explica como deve ser feito o contrato desses ambientes corporativos compartilhados de uma forma que seja ideal tanto para o contratante quanto para o contratado.

Um ambiente de trabalho compartilhado em que você não tem a obrigação de pagar as contas de água e luz, além do aluguel do imóvel, pode ajudar e muito a reduzir os custos de profissionais autônomos ou pequenas empresas, principalmente as que são recém- -criadas. Esse é o propósito do coworking, um espaço físico em que as pessoas têm toda uma estação de trabalho à disposição para desempenhar sua atividade, como mesas, cadeiras, salas de reunião, internet, entre outros benefícios.

Essa nova forma de “aluguel” pode auxiliar ainda mais neste momento de pandemia do novo coronavírus, uma vez que diversas pessoas estão rescindindo os contratos de locação de imóveis comerciais para reduzir gastos e continuarem mantendo as empresas ativas. Os profissionais que estão em home office também podem optar pelo coworking, caso entendam que em casa não tenham o rendimento de trabalho ideal.

Conforme a advogada Carla Sahium, especialista em Direito Civil, é preciso que os proprietários desses ambientes corporativos compartilhados invistam ainda mais nesse tipo de negócio. “Pensem a respeito disso e vamos abrir cada vez mais espaços para que a gente possa compartilhar de modo seguro, claro, e com menor custo na vida do profissional. Isso vai valer muito a pena”, destaca.

Apesar de não existir ainda uma legislação específica sobre o tema, Carla Sahium explica que o contrato de utilização desses espaços não deve ser de locação. “O coworking pode ser entendido como um contrato de hospedagem, em que você tem a cessão do uso do espaço daquela unidade habitacional para prestação de um serviço”, e completa: “Nele, você está comprando todo o serviço, já tem limpeza, arrumação, recepção, todo um conjunto, e, por isso, se afasta da ideia da aplicação da locação”, argumenta a advogada.

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