Entrevista | “Terei um time de especialistas sob meu comando para fazer Goiânia funcionar”

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Conhecido como articulador e gestor arrojado, Samuel Almeida enfrenta sua primeira campanha eleitoral para um cargo no Executivo aos 47 anos. Mas sua carreira política começou muito cedo, aos 26 anos de idade cravou em 1998 o recorde de deputado mais jovem a chegar à Assembleia Legislativa. Em apenas quatro anos, assumiu a presidência da Casa. O interesse pela gestão da Prefeitura de Goiânia surgiu há pouco tempo, quando assumiu em 2017 a Secretaria de Governo de Iris Rezende, o mentor que o iniciou na carreira política na década de 1990. No Paço Municipal, assumiu a responsabilidade de articulação do Executivo com vereadores, entidades públicas e privada e ali descobriu sua nova vocação. Para Samuel, esta eleição está abrindo espaço para uma nova forma de entender a capital e fazer a cidade funcionar. Focado em uma gestão de excelência, o candidato expõe suas ideias para uma gestão que pretende “transformar Goiânia na melhor capital do Brasil”. Acredita que sua experiência de três mandatos como deputado estadual o credencia a liderar um time de especialistas capacitados para enfrentar os desafios nas áreas de Economia, Saúde, Educação e Trânsito.

Tribuna do Planalto – O que motivou o senhor a assumir o desafio de disputar o cargo de prefeito de Goiânia?

Samuel Almeida – Eu nasci em uma cidade bem pequena, Itaguaru, próxima a Goiânia, para a qual vim com 12 anos de idade. Eu já amo a cidade desde que vim para cá e vi como era bom viver aqui, mas essa qualidade de vida acaba se perdendo quando chegamos ao status de uma metrópole. Ao conhecer a administração da prefeitura por dentro, na Secretaria de Governo, eu me apaixonei.

O senhor foi secretário de Iris Rezende, como vê sua aposentadoria da política?

Iris cumpriu com sua missão política de forma gloriosa. É inspiração para todas as últimas gerações de gestores públicos. É extremamente legítimo esse anúncio dele depois de tantas participações em nível de país, de estado e, principalmente, de Goiânia, onde dificilmente você anda e consegue não ver uma obra feita pelo Iris, a marca que ele deixou aqui: um obreiro por excelência. Ele fecha o seu momento com grande contribuição para todas as esferas, do município, do estado, e do país.

Qual o planejamento que o senhor tem para preparar Goiânia e não ter nenhuma surpresa, se eleito?

Penso em chegar com tudo pronto. Nós já vamos atuar de imediato, durante o processo eleitoral, o que vamos fazer a partir do dia primeiro de janeiro. É preciso pensar Goiânia a curto, médio e longo prazo. Eu montei um time de especialistas altamente capacitados, sendo profissionais das principais áreas da gestão pública. Daremos respostas rápidas naquilo que mais vem penalizando o cidadão: na saúde, economia, mobilidade, educação, na ocupação dos espaços urbanos. Então, é um mundo, hoje, que não dá para ser pensado só com pessoas entusiasmadas, ele tem que ser pensado com pessoas capacitadas, especializadas, que entendam o poder público e de gestão.

Como o senhor pensa na retomada econômica do município no pós-pandemia?

É uma questão complexa. Por exemplo, a questão do transporte público, que já era um problema anterior a pandemia. O transporte coletivo de Goiânia precisa ser resetado. Tem que ser pensado do ponto de vista de transporte público mesmo. E não se tem como pensar isso sozinho, não existe fórmula milagrosa. A cidade precisa ser pensada de forma plena, em que se pense todas as áreas. Essa é a nossa proposta. Estamos dizendo que nós teremos em Goiânia a melhor capital do Brasil para se viver. Uma cidade que terá um serviço de excelência, uma administração e gestão de excelência, é o que nós propomos. E isso passa por quatro importantes fatores: liderança, capacitação, estratégias e plano de ação. Lembrando que ninguém faz nada sozinho, a sociedade percebe isso. Se a pessoa está preparada ou não.

Como o senhor vê a articulação no Executivo, as parcerias entre os poderes?

Sou conhecido no meio político, inclusive, como um bom articulador. Participei de um processo eleitoral na época da eleição do prefeito Iris Rezende. Após sua vitória, fui convidado para ser secretário de Governo da Prefeitura de Goiânia. Ali, eu convivi, diariamente, por quase dois anos, ao lado de um grande professor, de um mestre, que é o Iris. Aprendi muito sobre articulação. É uma pasta que trata diretamente com vários segmentos organizados, com o Poder Legislativo, com o governo estadual, com o governo federal e com a própria gestão do Executivo.

Como serão seu posicionamento em relação à iniciativa privada?

O próximo governo precisa ter liderança, condições de diálogo, com todas as esferas de governo, federal, estadual, entidades de classe, com o próprio Poder Legislativo municipal. E também tem que ter diálogo com a sociedade, para que ela entenda o propósito do Executivo, do que ele quer implantar, do que ele tem de proposta para a cidade. E, para isso, é preciso ter liderança e experiência. Experiência, para o próximo gestor de Goiânia, é fundamental.

Como trazer de volta a credibilidade aos serviços públicos perante a opinião pública?

Temos uma discussão que é sobre a cidade inteligente. Muita gente fala em robotizar os serviços. É importante pensar isso de forma integral, o que envolve a cidade inteligente? O bem estar, uma cidade humana. Porque, primeiramente, a vida importa. A cidade existe por conta do ser humano, a preocupação de quem está a frente do Executivo deve ser com as pessoas. Vamos pensar nesta cidade que dá condição de uma vida saudável aqui no município.

Qual a sua avaliação neste cenário com 14 candidatos?

A sociedade está mais atenta, creio que será a eleição que terá a maior participação no campo digital, facilita para o cidadão. Tem muita gente que não tinha antes formas, oportunidade, de estar debatendo política e hoje tem. Hoje, com o Smartphone, a pessoa pode conhecer propostas e avaliar o perfil do candidato. Isso faz muita diferença na hora de decidir o voto. A informação está facilitada. Ela quebrou aquele cenário em que geralmente havia favoritos, de apadrinhados pelos caciques. Goiânia tem uma grande oportunidade de assumir um capítulo diferente na sua história.

Sobre as convenções, qual balanço faz das articulações feitas?

Me fez avaliar que essa eleição é a primeira de muitas que virão diferenciadas. Será uma eleição muito mais debatida do que as anteriores. Algo que é muito precioso nestas eleições é a forma de se comunicar. As redes sociais estão potencializando a Comunicação. Passou a ser valiosíssimo. Com certeza, vai ser uma pauta muito forte destas eleições.

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