Máscara na hora do treino: como reduzir o desconforto e garantir a segurança

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Com a reabertura do comércio em Goiânia, as academias, quadras esportivas e espaços públicos para prática de exercícios físicos voltaram a funcionar. O ponto comum entre todos esses espaços de convívio social é a utilização obrigatória de máscara visando à proteção contra o coronavírus (COVID-19). Esse cenário acabou trazendo um novo questionamento: Como praticar exercícios físicos sem ter o desconforto do contato da máscara sobre a face?

Estudos recentes realizados pelo Laboratório de Performance Humana (SP) avaliou os efeitos fisiológicos provocados pela realização do exercício físico com a máscara e concluíram que a exigência respiratória aumenta pela necessidade de romper a barreira imposta pela máscara, assim como, o aumento da temperatura local causando uma sensação de abafamento em exercícios de maior intensidade.

Para o professor de educação física e coordenador de pesquisa/extensão da Faculdade Estácio Goiás, Leandro Duclos, o recomendado para o praticante de exercícios físicos não competitivo é manter o ritmo leve ou moderado.  “Realizar atividades físicas com segurança em tempos de Covid requer algumas recomendações. Mas principalmente, que mantenha um treino ou ritmo de leve a moderado em atividades como corrida, ciclismo, caminhada, entre outras, para não ter um desgaste desnecessário”, comenta.

Leandro ressalta que a respiração bem trabalhada é um diferencial na hora das atividades. “Sempre foi importante realizar a respiração correta na hora do exercício e com o uso da máscara não seria diferente. É recomendado que as pessoas façam uma inspiração mais profunda e uma expiração longa, isso vai ajudar na oxigenação corporal e na redução do desconforto”, argumenta o professor.

O profissional comenta que não faltam opções de máscaras para os que querem praticar atividades físicas fora de casa e que o melhor modelo é aquele que se encaixa melhor em cada rosto, seguindo algumas recomendações sobre o tecido da máscara. “Existem poucos estudos sobre a utilização de máscaras para a prática de exercícios, mas existem algumas dicas de como facilitar e deixar mais confortável essa experiência”, revela.

Para ele, não seria indicado o uso da máscara N95, utilizada por médicos, por conta do formato e o tipo de material produzido. “As máscaras totalmente construídas por algodão também não são boas opções por esquentar mais e restringir a ação respiratória.   Indicamos que as pessoas usem máscaras que contenham tecido hidrofóbico, como por exemplo, máscaras confeccionadas com tecido poliéster”, cita.

Além disso, Leandro comenta sobre a necessidade de cuidados extras para uma prática segura na hora do exercício. “Evite tocar no rosto, principalmente nas regiões dos olhos, ouvidos, nariz e boca, trocar sempre que a máscara apresentar umidade significativa, evitar contatos com superfícies comuns, evitar aglomerações e estar atento aos processos de higienização”, informa o professor da Estácio.

Mais dicas de como se proteger durante as atividades físicas

1 – Troque a máscara se ela estiver molhada:  O item perde sua função quando está úmido por conta da transpiração. Além de proteger menos, a máscara molhada pode dificultar a respiração. O recomendado é que a troca seja feita em até 40 minutos de treino, ou até menos, dependendo da intensidade.

2 – Evite aglomerações: Em caso de atividades feitas em parques o recomendável é que procure rotas menos movimentadas e ruas mais largas, permitindo o distanciamento de pelo menos 1,5 metros. Em treinos, o recomendável é escolher horários menos movimentados e fazer sempre a higienização das mãos e dos aparelhos antes e pós treino.

3 – Recomendações básicas: Além da higiene pessoal, é importante continuar seguindo outras recomendações básicas na hora do exercício, como evitar tocar na boca, nariz e olhos. Essas são as portas de entrada do vírus no organismo.

4 – Não saia de casa se tiver algum sintoma: A recomendação mais importante, caso apresente qualquer sinal da Covid-19, como febre, tosse, coriza, falta de ar, dor de garganta, perda de olfato, diarreia. O recomendável é que fique em casa isolado e procure ajuda médica.

 

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