Governo de Goiás lança campanha contra violência doméstica e estimula mulheres a denunciarem seus agressores 

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O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Comunicação, lançou nesta segunda-feira, 30, nova campanha de conscientização para estimular as mulheres a denunciarem casos de violência doméstica. Em 2020, devido ao isolamento social causado pelo surgimento do coronavírus, o número desse tipo de crime aumentou em todo o Brasil. O objetivo é demonstrar que existe no Estado uma rede de apoio às vítimas, que devem fazer a denúncia de seus agressores por meio do telefone 180 ou do aplicativo Goiás Seguro.

Em Goiás, o Pacto Goiano pelo Fim da Violência contra Mulher, que foi implantado em 2019, se consolidou com a união de secretarias de governo, forças policiais, Poder Judiciário e organizações religiosas para promover medidas de prevenção à violência e de punição aos agressores. Assim como já disse o governador Ronaldo Caiado, a campanha veiculada a partir desta reforça que em Goiás “isolamento social para quem bate em mulher é na cadeia”.

Dentre as ações implementadas pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) relacionadas aos casos de violência contra mulher estão o Alerta Maria da Penha, que funciona dentro do app Goiás Seguro, e pode ser baixado por celulares Android e iOS; o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar (PM-GO); a ampliação das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam’s); e a inauguração da Sala Lilás, de âmbito da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, criada para realização, de maneira humanizada, de exames de corpo de delito em mulheres vítimas de agressão.

Atendimento

No âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Social de Goiás (Seds), que também integra as ações práticas desenvolvidas com foco no fim da violência contra mulher, está o atendimento psicológico e orientação jurídica às mulheres vítimas de violência. Implantado em março deste ano, já foram realizados 281 atendimentos on-line e 42 presenciais. Da mesma forma, foi prestado auxílio psicológico individual a autores de violência, sendo 24 entrevistas, cinco atendimentos on-line e cinco presenciais.

Outro ponto foi a criação de Grupos Reflexivos para Vítimas e para Supostos Autores, ambos on-line. Em abril de 2020, iniciou-se um voltado para vítimas de violência, composto por 16 mulheres. Este já foi finalizado e outro, com as mesmas diretrizes, começou em outubro. Já a conversa voltada para os agressores contou com a participação de 37 homens, em dois grupos já encerrados, e conta ainda com a presença de 24 supostos agressores em mais duas turmas que estão em fase de finalização.

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