Artigo | A retomada econômica de Goiás no pós-pandemia

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Foto: Internet

Por Ray Souza

Ninguém imaginava, no começo deste ano, que o país passaria por uma instabilidade econômica devido à uma pandemia. A covid-19 trouxe impactos muito fortes para os negócios no Brasil, e em Goiás não foi diferente. Entretanto, depois de seis meses, empresários goianos começam a traçar o plano de retomada para o principal estado da região Centro-Oeste.

Mesmo não sabendo se o estado está conseguindo vencer à pandemia, afinal ninguém tem essa certeza, os empresários de Goiás começam a visualizar quando será a retomada econômica da região. Segundo pesquisa feita pela Câmara Americana de Comércio de Goiânia (Amcham-GO) mais de um terço dos gestores acredita que a economia retornará à normalidade apenas no segundo semestre do ano que vem, mostrando que ainda há incertezas de como será o fim deste ano e começo de 2021. Esse fator acaba gerando desconfiança em investidores e nos próprios gestores dos negócios.

Por outro lado, grandes corporações, principalmente, de segmentos como agronegócio, saúde e farmacêuticas aproveitaram a oportunidade para crescer. Em razão desse motivo, muitos empresários acreditam que a economia do estado começará a se reerguer ainda este ano. O otimismo visto pelos grandes empresários está relacionado não apenas às oportunidades que se apresentaram durante a pandemia, mas também, ao fato de que, no primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) goiano teve uma estimativa de crescimento de 3,4%, sendo que projeção para o Brasil era de 0,3% negativo. Isso mostra o porquê do otimismo em relação à retomada econômica de Goiás.

Para alavancar e criar oportunidades, o governo do estado criou a Secretária da Retomada que trabalhará focada na recuperação econômica do estado. Esta ação terá como principal foco a utilização do mercado goiano, a agricultura familiar e as diversas possibilidades de negócios, além do estímulo ao desenvolvimento e crescimento regional em forma de incentivos fiscais, com novas linhas de crédito para serem oferecidas às indústrias locais. Essa é uma excelente forma de pensar no presente e no futuro do estado.

Com o governo criando fomentos para estabilizar a economia local, começa-se a discutir sobre as oportunidades para que as empresas iniciem um processo de restruturação econômica. O apoio do governo estadual é fundamental para que a retomada seja gradual, positiva e planejada e, caso ocorra uma segunda onda da pandemia na região, os empresários não sofrerão um novo revés e serão capazes de manter os negócios estabilizados.

Ray Souza é sócio-líder da Região Centro-Oeste da KPMG.

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