Pandemia impulsiona modelos híbridos na Educação Superior             

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Um ano após o início das medidas restritivas impostas pela pandemia do novo coronavirus, percebemos mudanças significativas em diversos setores da economia. Na Educação, por exemplo, embora o ensino a distância já venha crescendo nos últimos anos, vivenciamos uma transformação nos últimos meses, com a ampliação do uso da tecnologia. O primeiro semestre letivo de 2021 já está sendo marcado por uma importante novidade: a oferta de modelos híbridos, para atender a múltiplos perfis. Além de custos mais acessíveis para os estudantes, os modelos híbridos geram novas experiências de aprendizado com a tecnologia, tanto para docentes quanto para alunos, com diversos ganhos em flexibilidade de horário e redução de deslocamentos, entre outros fatores.

O estudante Matheus Gagno Serpa Moço, de 23 anos, escolheu a modalidade semipresencial, pois precisava unir tempo e qualidade de vida. Ele é técnico do setor de eletrônica e trabalha em uma indústria no polo industrial de Campos Elísios, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, e mora em Paciência, na Zona Oeste. Segundo Matheus, este modelo é o mais adequado para realidade da vida dele.

“Escolhi o curso semipresencial de Engenharia Elétrica, no campus Estácio EAD Santa Cruz, porque eu não consigo chegar nos horários das aulas presenciais em alguns dias da semana. Aproveitei esta novidade para facilitar meu dia a dia e flexibilizar meus horários, dividindo meu tempo entre o trabalho e a universidade”, afirma o calouro.

De acordo com Matheus, o curso será um grande diferencial na sua área de atuação. Pesquisas realizadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que profissionais com ensino superior ganham mais que o dobro do que aqueles que têm ensino médio. Entre 37 países estudados, o Brasil é o que tem a maior diferença salarial entre quem tem graduação e quem não tem.

“Decidi fazer o curso de nível superior, pois quero me especializar na área que atuo. O curso vai alavancar a minha carreira e trazer novas oportunidades”, completa Matheus.

A demanda dos estudantes por um modelo mais flexível levou as instituições de ensino a criarem novos modelos. A Estácio, por exemplo, investe há mais de uma década no desenvolvimento de conteúdo digital robusto, com metodologias próprias de ensino, que usam vídeos curtos, podcasts, exercícios de fixação interativos e bibliotecas virtuais, que passam pela curadoria e pelo tratamento de educadores renomados. Para atender a essa nova demanda, a Estácio criou um modelo semipresencial em 25 cursos de diferentes áreas, como Exatas, Saúde, entre outras, com o mesmo currículo e validade do diploma dos cursos já existentes. Nessa integração entre o digital e o presencial, a maior parte dos conteúdos é ofertada dentro de uma plataforma digital, com a possibilidade do aluno cursar, também, disciplinas presenciais, garantindo assim, a experiência no campus, até duas vezes por semana.

Segundo Adriano Pistore, vice-presidente de Operação Presencial da Estácio, a metodologia utilizada conecta a expertise do presencial com a inteligência do digital, tornando a sala de aula mais interativa e colaborativa.

“O grande segredo do semipresencial é a utilização da matriz de ensino comum a todos os modelos de ensino. A partir dessa mesma fonte de conteúdo, podemos unir o melhor do mundo digital e do mundo presencial em um novo produto. Com isso, conseguimos equilibrar a oferta e atender a todas as possibilidades, tanto financeiras, quanto de flexibilidade de tempo, para aqueles que também querem o contato presencial. Perfeito para quem quer ter flexibilidade de horário, mas não abre mão da experiência em sala de aula”, explica.

Além das novas ofertas no modelo híbrido, a Estácio também revisitou seu modelo de ensino, inserindo atividades de campo e trazendo mais tecnologia para as mãos dos professores e alunos. Pistore comenta que os principais legados desse período são o avanço no relacionamento com os alunos e mais possibilidades para os docentes.

“Aprendemos a estar ainda mais próximos dos alunos. Muitos precisaram fazer escolhas nesse momento de pandemia. Usamos dados para nos relacionar melhor e ajudá-los a continuar estudando. Temos resultados consistentes de melhoria de permanência mesmo nesse período de pressão por redução de renda. Já os professores ganharam mais opções dentro de sala e conseguem ter retornos mais acurados sobre o que os alunos estão estudando, além de ampliar a oferta de conteúdo, com podcasts, vídeos, materiais complementares, entre outros. Conseguimos unir o melhor dos dois mundos, digital e presencial”, conclui.

Este cenário de pandemia certamente contribuiu para deixar os professores mais preparados digitalmente e também quebrou o receio que alguns deles tinham de contato com o mundo digital, já que a tecnologia foi dominante no seu dia a dia de trabalho. O Digital pode aumentar o tempo de contato do aluno com o professor, já que pode ser consumido em qualquer lugar e a qualquer tempo, uma espécie de dever de casa do Século XXI, em formato de quiz, podcast e testes adaptativos. O professor, portanto, passa a ter mais ferramentas à disposição. O professor da área de saúde da Estácio, Tiago Costa de Figueiredo, confirma que o uso da tecnologia ajuda os professores e o novo modelo oferece mais flexibilidade aos alunos.

“O professor é um eterno aprendiz. Nosso conteúdo robusto, com informações em diversos formatos, possibilita uma aula mais rica e maior retorno do aprendizado. Ao mesmo tempo, os alunos conseguem ter a experiência prática no campus, já com todo o conteúdo digital em mãos”, explica.

 

 

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