Editorial | Um novo cenário

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Foto: Arquivo

As eleições se retroalimentam: os vitoriosos e derrotados de uma eleição certamente irão protagonizar a próxima. Mas em Goiânia a morte do prefeito eleito Maguito Vilela alterou esse processo. Com a retirada de Iris Rezende do processo eleitoral, não da política, Maguito certamente assumiria o papel de maior liderança do MDB, coordenando o partido para disputar a eleição contra o governador Ronaldo Caiado, em 2022.

Fora do poder no governo e agora da prefeitura de Goiânia, o MDB terá que se rearranjar dentro de uma nova configuração para participar da sucessão estadual, sem contar com o resultado da eleição de 2020. Ser vice de Ronaldo Caiado passou a ser uma das alternativas do partido.

A Câmara Municipal também sente os efeitos da mudança no cenário político provocada pela morte de Maguito. Filiado a um partido com pouca força política em Goiânia, o Republicanos, o prefeito Rogério Cruz optou por formar sua base de sustentação a partir da negociação com vereadores para indicações a cargos no executivo. Conseguiu uma base de apoio na Câmara, composta de 33 dos 35 vereadores, e, com isso, anulou o papel de fiscalização da Câmara Municipal.

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