UFG está preparada para armazenar vacina da Pfizer/BioNTech em Goiânia

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Foto: Reuters/Direitos Reservados

A Universidade Federal de Goiás (UFG) está pronta para abrigar as doses da vacina da Pfizer/BioNTech que serão encaminhadas para Goiânia. Neste primeiro momento, está previsto o envio pelo Ministério da Saúde de 17 mil doses para a capital goiana. A UFG tem condições de receber mais de 1 milhão de doses do imunizante em ultra freezers de baixas temperaturas. Esse dado pode variar conforme o modo como os frascos da vacina estiverem acondicionados.

Diferentemente das outras vacinas, as substâncias produzidas pela Pfizer/BioNTech são feitas com base no RNA mensageiro e exigem uma refrigeração de 70 graus celsius negativos (-70ºC). Esse tipo de refrigerador não é encontrado nas unidades de saúde convencionais e são de alto custo, por isso a parceria com a UFG poderá agilizar a vacinação da população neste momento de crise sanitária e evitar custos aos cofres públicos. A estimativa é de que cada um desses equipamentos seja comercializado entre 10 mil e 40 mil dólares, quando adquiridos para pesquisa e armazenamento de material.

O IPTSP é a unidade acadêmica que reúne as condições de armazenar maior quantidade de doses e contar com sistema de segurança, biossegurança, alarme de incêndio, câmeras de monitoramento do circuito interno e gerador elétrico com a potência necessária para suportar esse tipo de equipamento.

Segundo o diretor do IPTSP, José Clecildo Barreto Bezerra, “a estrutura da sala do Banco de Coleções Biológicas, no Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs) comporta até oito freezers. Neste momento podem ser armazenadas cerca de 1 milhão de doses por vez”.

O CMBiotecs também está disponibilizando outros oito freezers de -20ºC para quando for necessário iniciar o processo de distribuição de frascos da vacina para outros municípios goianos. Além dos equipamentos, a UFG, por meio do IPTSP, está cedendo o espaço físico de laboratório para organizar as partições dos frascos.

Engenharia genética

Clecildo explica que a vacina utiliza a tecnologia chamada de mRNA ou RNA-mensageiro, diferente da CoronaVac/Butantã ou AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, que utilizam o cultivo do vírus em laboratório. Os imunizantes são desenvolvidos pela replicação de sequências de RNA por meio de engenharia genética. Após esta produção da sequência genética capaz de induzir a formação de proteínas parecidas com a do novo coronavírus, o material genético é protegido por um “envelope” de partículas lipídicas, e estão prontas.

“Este envelopamento torna a vacina sensível o que requer temperaturas baixíssimas para armazená-la. Apesar disso, seus resultados e forma de fabricação são eficazes, e realizam o transporte dessa sequência genética (vacina) para dentro das células da pessoa vacinada com grande eficácia no combate ao novo coronavírus”, pontua o professor.

CMBiotecs

O Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs), no IPTSP, foi inaugurado em 17 de dezembro de 2020, abrigando diversos laboratórios nos quais é possível desenvolver atividades de pesquisa em bioinformática, bioquímica, biologia molecular, biotecnologia e também vacinas. “A nossa expectativa é a de inserir Goiás no cenário nacional e internacional de desenvolvimento e inovação na área de vacinologia”, declara Clecildo.

O edifício de quatro pavimentos ocupa uma área de 1.500 metros quadrados e foi construído com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Finep/MCTI), da UFG e da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape).

Clique aqui para ver um dos refrigeradores que está no IPTSP/UFG e será usado para armazenar a vacina da Pfizer/BioNTech.

 

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