Progressistas dos Baldy sinaliza desejo de retornar ao governo Caiado

Rompidos desde janeiro, esta seria a forma mais rápida de o partido, que tem o segundo maior número de prefeituras no estado, frear o assédio governista a seus prefeitos

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Foto: Divulgação

Por Thiago Queiroz

Após rompimento com o governo de Ronaldo Caiado (DEM), o secretário de Transportes Metro­politanos do Estado de São Paulo e presidente regional do Progressistas em Goiás, Alexandre Baldy, reforça que o partido, que chegou a fazer parte da administração estadual com Adriano Baldy na Secretaria de Cultura (Secult), e todos os seus líderes estão à disposição do governo. A afirmação é referente à unidade do partido, que, segundo ele, se mantém coeso e o entendimento dos principais integrantes é para não ser oposição a Caiado.

Especulações surgiram sobre o DEM estar cooptando dos prefeitos Progressistas — que já perdeu três para o partido do governador desde a última eleição — a exemplo do que fez com os do PSDB e outras siglas. Além disso, o ex-secretário de Cultura, que é irmão de Alexandre Baldy, respondeu à imprensa nota vista como provocação governista, sobre licitar saldo remanescente da Lei Aldir Blanc da época em que ele foi secretário.

Adriano Baldy garantiu que toda a verba que pôde ser destinada foi feita de acordo com a lei, mas que para o restante é necessária a aprovação de lei no Congresso. Uma liderança do partido assegura que ele só quis explicar que já estava articulando junto ao Congresso e que “não respondeu como opositor.”

O próprio presidente também afirma que a resposta veio justamente porque o ex-secretário continua contribuindo e estaria articulando com o Congresso. “O presidente da Câmara do Deputados é do Progressistas, Arthur Lira (AL), e atendeu a pedido do ex-secretário, que já articulava a prorrogação da utilização dos recursos. Ajudamos o governo”, garante Alexandre Baldy.

Enquanto isso, o deputado federal Adriano Avelar do Baldy, também do Progressitas, saiu em defesa da volta do partido ao governo de Caiado. Essa sinalização fecha o círculo de que, para o núcleo Baldy, seria a forma mais rápida de frear o assédio governista aos prefeitos progressistas, o que beneficiaria principalmente o deputado, que tem nesse público a maior parte de sua base eleitoral.

Do outro lado, a base de Caiado retomaria a parceria administrativa e teria eventual apoio do partido que administra o segundo maior número de prefeituras em Goiás à sua reeleição, em 2022.

Adversários na campanha

Em 2018, o Progressistas integrou a coligação do candidato do MDB ao governo de Goiás, Daniel Vilela, ao indicar o agora senador Vanderlan Cardoso (hoje no PSD) à vaga de candidato ao Senado, que disputou junto com Pedro Chaves (MDB), e o candidato a vice-governador, Heuler Cruvinel.

Pouco mais de um ano após a eleição de Caiado, a nomeação de Adriano Baldy para a Secult selou o apoio progressista ao governo, que por pouco não assumiu também o controle da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds).

O rompimento se deu pouco mais de um ano depois, quando Alexandre Baldy cobrou do governador, em entrevista ao O Popular, apoio público à candidatura de seu aliado Arthur Lira à presidência da Câmara dos Deputados, por ele ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Caiado não gostou e exonerou Adriano no dia seguinte. Desde então, os dois grupos sempre negaram ter havido rompimento político, e garantem que foi somente administrativo. Ao que tudo indica, a volta do progressista ao governo pode ser em breve.

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