Casas impulsionam venda de materiais de construção

Vendas nessa área estão aquecidas nesta pandemia e profissionais relatam suas experiências no momento

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Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento no volume de vendas do varejo ampliado (o que contabilizada também materiais de construção, veículos, motos e peças) goiano de 1,0% em janeiro de 2021, frente a janeiro 2020, pode ser explicado, pois seis das dez atividades pesquisadas tiveram aumento significativo. O setor que apresentou o maior crescimento foi o de material de construção (21,2%), que apresenta a décima taxa de aumento consecutivo e acumula alta de 14,4% nos últimos doze meses.

Um dos motivos, atestam os especialistas, é a busca pela melhoria das condições de moradia. Com a pandemia, muitas pessoas precisam ficar mais tempo em casa, nos períodos de isolamento social e também devido ao trabalho remoto. Com isso, muitas precisaram fazer adaptações no ambiente, outras colocaram em prática reformas que vinham sendo adiadas e outras optaram por se mudar e construir uma casa nova. Todos esses fatores contribuíram para uma grande procura pelos materiais de construção, resultando nos crescimentos seguidos visto nos dados acima.

“Nossa profissão tem crescido muito nessa pandemia, a procura é imensa, quase 50% a mais. As pessoas querem transformar o seu espaço em um lugar melhor, montar um home office ou mudar o seu escritório, alterar algum ponto da casa onde tem algo que não está agradando”, relata a arquiteta e urbanista Izadora Ayres Mariano, de 30 anos e que está atuando na área desde 2014. Ela percebe ainda uma movimentação no mercado imobiliário como um todo. “A procura para comprar lotes para construir, casas em condomínios e apartamentos para reformar também está grande. As pessoas têm procurado ter uma vida melhor do que antes, estão bem preocupados. E devido a essa grande procura por casas, os materiais de construção hoje encontram-se um pouco escassos, porque ninguém estava preparado para essa demanda aumentar tanto”, destaca a profissional.

Procura por casas
A administração do Residencial Aldeia do Vale informou que registrou um crescimento de quatro vezes no número de pedidos de aprovação para projetos e obras neste último ano. “Com a pandemia as pessoas precisam de espaço, distanciamento. Estão saindo do apartamento para desfrutar uma casa com a família, viver mais com a natureza e aqui tem 18 lagos, uma hípica, heliponto, as casas são afastadas, é um paraíso, uma ilha onde se prima por não densidade”, resume Peter Bal, arquiteto que está construindo casas no condomínio nesse momento.

“Há uma tendência aqui em Goiânia, devido a pandemia, das pessoas saírem dos apartamentos e irem para casas. Recentemente terminei uma casa e teve até briga, foi vendida rapidamente e basicamente no preço que estava pedindo”, salienta. Para o arquiteto, essa não será apenas uma fase ou modismo. “Eu entendo que a preferência por casas vai ser duradoura. As pessoas terão em mente que poderá haver outra pandemia, estamos em um mundo globalizado, no qual é possível viajar por todos os cantos e um vírus tem grande possibilidade de se espalhar. Por isso, acredito que essa tendência de querer casas será por muitos anos, talvez para sempre. E para minha área isso é bom, por isso estou focado nas casas do Aldeia do Vale, um lugar que satisfaz essa nova tendência”, analisa Peter

Gerente de vendas do Residencial Aldeia do Vale, Rafael Bastos, corrobora com a percepção do arquiteto sobre as pessoas terem se voltado mais para viver em uma casa. “No segundo semestre de 2020 vendemos quatro vezes mais unidades se compararmos com o mesmo período de 2019. E as vendas seguem em alta neste primeiro trimestre do ano. Posso dizer que já tenho 95% do Lado Alto, a última etapa do condomínio, vendida. E a pandemia influenciou totalmente no comportamento das pessoas para busca de casas e de espaços maiores, que é um dos diferenciais do Aldeia do Vale”, analisa ele.

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