Hemocentro celebra Dia Internacional do Combate à Homofobia na próxima segunda-feira, 17

Ação realiza coleta de sangue com Comunidade LGBTQI+ e comemora o primeiro ano do fim da restrição para doação de sangue por homens que mantém relações homossexuais

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Um ano após o fim da restrição para doação de sangue por homens que fazem sexo com outros homens, o Hemocentro Coordenador Estadual Prof. Nion Albernaz e a Comunidade LGBTQI+ celebram o Dia Internacional do Combate à Homofobia em uma coleta externa na Praça do Trabalhador, em Goiânia. A ação será realizada na próxima segunda-feira, 17 de maio, das 8 às 16 horas, e os interessados na doação de sangue pode ser agendada pelo telefone 0800 642 0457.

Para Fabrício Rosa, membro da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública (Renosp) LGBTQI+ e um dos organizadores do evento, a decisão do STF permitiu que muitos homens homossexuais tivessem a satisfação de doar sangue pela primeira vez. “Muitos homossexuais passavam por constrangimento ao tentar doar sangue, até mesmo para familiares, e não conseguiam efetivar essa doação por serem gays. Isso era um absoluto preconceito, uma vez que o sangue pode ser testado antes de ser usado para transfusões. Então, nós estaremos juntos, muito felizes na Estação Ferroviária, na próxima segunda-feira, doado sangue para quem precisa”, afirma.

Doação LGBTQI+

Desde o dia 8 de maio de 2020, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as normas da Portaria de Consolidação n° 5/2017 do Ministério da Saúde, que limitavam a doação de sangue por homens que fazem sexo com outros homens eram inconstitucionais. Segundo a diretora-técnica da Hemorrede, Ana Cristina Novais, a determinação do Ministério da Saúde (MS), veio para contribuir com aumento da captação de doadores. “Sangue salva vidas e ainda não temos nada que possa substituí-lo. Precisamos de doadores de sangue frequentes e não podemos confundir uma mudança de critério com falta de segurança nas etapas de doação e no processamento do sangue. Pelo contrário, evoluímos muito nos últimos anos; temos mais tecnologia disponível, seguimos critérios rigorosos na triagem, por isso, podemos receber sangue de qualquer pessoa, independentemente de sua orientação sexual”, afirma Ana Cristina.

Quem pode doar?

Ana Cristina reforça que para fazer uma doação de sangue é necessário estar saudável, ter peso acima de 50 kg, apresentar documento com foto válido em todo o território nacional e idade entre 16 e 59 anos, sendo que antes de completar 18 anos é necessária uma autorização dos pais ou responsáveis. A orientação é que doadores acima de 60 anos fiquem em casa, visto que são pessoas do grupo de risco do novo coronavírus. Quem tomou a vacina da febre amarela deve aguardar 30 dias para fazer uma doação. Já para vacina contra gripe, o prazo é de 48 horas. No caso da vacina contra o novo coronavírus é preciso esperar 48 horas após a Coronavac ou Covaxin, e sete dias após a aplicação das demais. Pessoas que tiveram contato com pacientes infectados ou com suspeita de covid-19 devem ficar 14 dias sem poder doar, já para quem foi considerado caso suspeito ou confirmado, o prazo de inaptidão é de 30 dias após a remissão dos sintomas.

 

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