Open banking: 56% da população desconhece inovação

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Com 2ª fase de implementação agendada para julho, o desafio do Banco Central é apresentar serviço aos consumidores 56% da população brasileira não sabe o que é open banking, e 37% imagina ser um novo banco digital. Estes são dados de uma pesquisa realizada pelo C6 Bank/Ipec, divulgados no começo do mês. Para o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, este levantamento mostra uma grave realidade, considerando que a próxima fase para a implementação do open banking, prevista para o dia 15 de julho, será centralizada no consumidor, que ainda desconhece seus direitos.

“A segunda fase do open banking será direcionada aos clientes, que poderão autorizar o compartilhamento de seus dados entre as instituições financeiras. É uma etapa muito integrada às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados. A primeira etapa desse processo de implementação foi a integração entre as empresas do mercado, que envolveu desde os bancos tradicionais a startups e fintechs. Agora, com esta unificação de sistema, entrará o papel do consumidor”, explica José Luiz, que também é sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados.

Entenda as mudanças

Na prática, o open banking é um conceito que busca padronizar a troca de informações entre entidades que compõem o sistema financeiro: o mercado financeiro passará a utilizar um mesmo universo tecnológico, o que facilitará o acesso e a portabilidade dos dados. “Um dos princípios básicos do open banking é de que o cliente é o dono dos seus dados. Sendo assim, tudo o que for realizado com os dados de cada pessoa, será feito somente com sua autorização. Então, ela precisa saber quais informações estão disponíveis e quais instituições financeiras as acessam”.

Por ser um sistema unificado entre os players do mercado, como bancos e fintechs, a transferência do cliente de uma instituição para outra é facilitada, o que dá mais poder ao consumidor. O especialista destaca a importância da população ter conhecimento desse novo cenário, para melhor usufruir das alternativas que estarão à disposição de todos e, também, saber que todos os canais hoje existentes serão mantidos.

“Isso fará com que as empresas mudem o seu foco, antes direcionado essencialmente na estruturação de produtos e serviços, e passe a olhar mais para o consumidor. Com o open banking, a tendência é que haja mais concorrência e, como acontece em casos de concorrência acirrada, as instituições terão que melhorar seus serviços, canais de atendimento e reduzir taxas para atrair mais clientes”, conclui José Luiz.

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