Triturador de vidros viabiliza reciclagem e comercialização

Inaugurada neste mês, máquina processa material e reduz em cinco vezes seu volume para que possa ser transportado a custo menor e seja lucrativo para cooperativas

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Por Thiago Queiroz

As cooperativas de reciclagem de Goiâ­nia têm agora um triturador de vidros, adquirido para fazer com que a reciclagem desse material tenha viabilidade econômica e, assim, desperte cada vez mais o interesse pela coleta e destinação correta dos materiais de vidro que são descartados como lixo doméstico. O triturador começou a operar no dia 8 deste mês, na sede da Rede Uniforte, que congrega todas as cooperativas de reciclagem da capital.

Atualmente, segundo a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), são 14 cooperativas cadastradas para receberem o que é recolhido pelo programa Coleta Seletiva, da prefeitura. Em Goiânia, são produzidas por mês mais de mil toneladas de resíduos. Desse montante, 40% pode ser reciclado, sendo que 20% do reciclável é de material de vidro. A máquina é capaz de triturar aproximadamente 400 toneladas de vidro por mês.

O diferencial que o triturador proporcionará é que um contêiner era capaz de transportar apenas 6 toneladas de vidro bruto, devido ao grande volume do material. Após isso ser moído pela nova máquina, o mesmo contêiner é capaz de abrigar até 32 toneladas, e já no tamanho adequado exigido pela indústria de reciclagem. Além disso, estando moído, o valor recebido por quilo de vidro é até três vezes maior.

“O vidro é um material de baixo custo e com grande volume. Então, a ideia foi triturá-lo para diminuir-se o volume e aumentar o peso, e, com isso, melhorar o preço desse material para as cooperativas, gerando melhorias na receita e na vida dos cooperados”, resume o professor Fernando Bartholo, um dos responsáveis pelo projeto, que é da Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma).

Bartholo explica que o vidro é um grande problema ambiental para Goiânia e todos os municípios do estado, por ele se acumular nos aterros e causar uma série de problemas como a diminuição da vida útil do aterro e, com isso, aumento dos custos de manutenção. “É um material reciclável, mas que precisa de um trabalho especial. No caso desse equipamento que construímos, ele foi pensado em função das cooperativas da Rede Forte, que tinham uma enorme dificuldade na recepção e comercialização de vidros”, observa ele.

Coleta Seletiva poderá entregar diretamente às cooperativas

Presidente de uma das cooperativas que fazem parte da Rede Forte, Dulce Vale já pôde comemorar a chegada de mais uma fonte de renda para os cooperados. Ela faz parte da Cooper Rama, criada há mais de dez anos na região Noroeste de Goiânia.

“É um benefício que vai nos ajudar muito. Foi de grande importância essa parceria com o poder público. Com isso, vamos retirar esse material das ruas, dos córregos, dos aterros, já fazendo uma coleta diferenciada, para que ele nos dê lucro a partir de agora”, ressalta ela.

Dulce adianta que, em parceria com a Amma, está sendo programada a criação de uma logística para que o vidro recolhido pela Coleta Seletiva seja doado diretamente para o projeto da Rede Forte, que reúne todas as cooperativas.

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