Anel viário volta a ser discutido

Goinfra sugere novo traçado para a Região Metropolitana

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Diante do atraso na construção do Anel Viário de Goiânia, empresários do setor resolveram reunir um grupo representativo e apartidário para dar andamento às obras. Participam do grupo representantes da Goinfra, da Prefeitura de Goiânia, empresários e políticos. Desde 2019, esse grupo se reúne, via WhatsApp, para compartilhar as informações acerca da movimentação para a construção da obra.

Em 2020, esse grupo esteve com a bancada de parlamentares goianos e a deputada federal Flávia Morais, líder da bancada, se comprometeu a apoiar o movimento. Já neste ano, em março, o senador Vanderlan Cardoso promoveu uma reunião do grupo com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, do MInfra. A reunião contou com a participação do governador Ronaldo Caiado, representante da Goinfra, do deputado Lissauer Vieira, presidente da Assembleia Legislativa, do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, além de outros políticos e empresários.

O objetivo da reunião foi apresentar uma releitura do projeto inicial, elaborado em 1996, e sugerir novo traçado para o trecho, com adaptação às transformações demográficas e territoriais ocorridas nos últimos 25 anos. O anel viário de Goiânia tem dois hemisférios, o Leste e o Oeste. O Oeste estaria incluído num pacote de concessões das rodovias 050, 364 e 452, e o braço leste na relicitação daquela empresa que seria a sucessora da Triunfo/Concebra.

Para o presidente da Goinfra, Pedro Sales, o trecho oeste está bem encaminhado. Já a solução do trecho de responsabilidade da Triun­fo/Conce­bra seria um convênio do estado com a União para construir o anel viário. “Esse trecho do anel ficaria – nunca se fez esse estudo de forma delimitada e vou fazer uma expectativa – eu acho que ficaria em torno de R$ 200 milhões. O estado arcando com metade e a União, com outra metade, conseguiria, com recursos do Tesouro, construir”, explica.

Sales conclui que para conseguir reverter o valor investido há vários mecanismos, como talvez o pedágio, praticado pelos próprios entes. “Eu iria para outra modelagem, de custeio indireto, para que não ficasse submetida a uma incerteza de sai, não sai”.

Para ele, a construção de um convênio do estado com a União faria com que a conclusão das obras saísse mais rápida. “Seria o seguinte: passa o termo de referência para um projetista; ele te entrega o projeto e o orçamento. Reunimos os municípios que vão ter que dar direito de passagem para definir as indenizações e a licitação. Como fez Maguito Vilela, em 1994, quando ele fez o primeiro anel, em um contrato com a Caiapó, de R$ 300 milhões. Eu acho que é a modelagem mais célere”.

Quando a questão do contrato com a Triunfo/Con­cebra, o presidente da Go­infra ressalta que é uma questão resolvida. “A concessionária tinha uma perspectiva tarifária de progressão, mas a tarifa regrediu porque ela não fez os investimentos. Chegou-se em um ponto de consenso: ela cobra aquilo ali e não faz a obra. Então, a Concebra cobra a sua tarifa menor, e o Estado vai lá e faz a obra. Acho que tem que caminhar nesse sentido”.

Um novo traçado

Para Riumar dos Santos, diretor de Planejamento da Goinfra, faz-se necessária a solução definitiva para o contorno a oeste da BR-153, ligando-o à BR-060, na saída para Rio Verde. E, do lado leste da BR-153, cria-se novo traçado, evitando, assim, o tráfego de caminhões existente no local. “Essa providência vai proporcionar melhor fluidez ao trânsito de Goiânia”, afirmou. Ele propôs, inclusive, que, após finalizada a obra, a gerência do trecho seja entregue à Prefeitura de Goiânia.

Victor Emmanuel, engenheiro da Rede Física da Goinfra, enfatizou que a falta de solução para o problema impacta negativamente sobre a mobilidade de 21 municípios que compõem a Região Metropolitana de Goiânia, entre eles, cidades de Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Caldazinha, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás e Senador Canedo.

Utilizando dados do Instituto Mauro Borges (IMB), o técnico fundamentou seu estudo na análise da relação entre a taxa de urbanização e a área territorial, que mostram que a capital do Estado experimentou, entre os anos de 2000 e 2020, um crescimento populacional de 52%, passando de 1,7 milhão de habitantes para 2,6 milhões.

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