Metodologias pedagógicas são criadas para reduzir impacto na defasagem do ensino

Com o processo de aprendizado prejudicado pela pandemia, escolas são obrigadas a criar planejamento de recuperação de conteúdo

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Por Fabiola Rodrigues

Com a pandemia, o processo de ensino e aprendizagem ficou defasado e para a recuperação dos conteúdos oferecidos aos alunos as escolas da Região Metropolitana de Goiânia estão criando algumas estratégias, como contraturno escolar, atividades extraclasse, videoaulas, torneios de robótica, olimpíadas virtuais, além das avaliações periódicas diagnósticas para identificar a evolução dos estudantes.

O superintendente Peda­gó­gico da Secretaria Muni­cipal de Educação (SME) de Goiânia, Marcelo Ferreira, conta que a Rede Municipal de ensino irá diagnosticar a aprendizagem por meio do caderno de atividades, para entender o que o estudante aprendeu até agora e quais são suas fragilidades educacionais. “Temos todo um processo de diagnóstico e, na sequência, o professor vai priorizar o que é essencial para o aluno. Vamos ampliar o tempo de aprendizagem através do nosso programa de recuperação e aprendizagem, que será realizado no contraturno. Esse planejamento vem para ficar até que consigamos impactar as perdas durante a pandemia”, diz o superintendente.

Passarão pela recuperação aqueles estudantes que, na avaliação diagnóstica, demons­trarem déficit de aprendizagem. “Esses ,nós vamos atender com mais prioridade. Na medida em que percebamos que isso foi corrigido, os outros vão entrando no programa, porque, além de recuperar, queremos apro­fun­dar, tentando impactar positivamente na aprendizagem”, frisa Marcelo Ferreira.

Idelma Oliveira,
superintendente de Ensino da SME de Aparecida: “Vamos elencar ações de curto, médio e longo prazo”

Essas avaliações diagnósticas começarão no final deste mês, já que as aulas da rede retomam dia 16 de agosto.  Segundo Marcelo Ferreira, o projeto de recuperação dos conteúdos durará, em média, cinco anos, abordando variados projetos educacionais de reforço escolar.   “Iremos usar recursos que despertam desejo no aluno, com vídeos, jogos, depois finalizamos com provas. Vamos modificando as estratégias do ensino híbrido para que seja interessante e inovador”, explica.

A Rede Municipal de ensino de Aparecida de Goiânia retomou as aulas presenciais, no dia 9 de agosto, com 30% da capacidade de alunos em sala de aula. A superintendente de Ensino da SME, Idelma Oliveira, conta que neste início da retomada das atividades

Marcelo Ferreira, superintendente Pedagógico da SME de Goiânia: “Iremos usar recursos que despertam desejo no aluno”

presenciais as escolas têm como foco dois pontos: o primeiro é um retorno presencial seguro para os estudantes; e o segundo é um equilíbrio entre o atendimento presencial e o atendimento remoto.

Ela conta que, em um segundo momento, tanto a SME quanto às próprias unidades de ensino organizarão planos de recuperação da aprendizagem, conforme previsto nas orientações nacionais e estaduais sobre o retorno às aulas presenciais. Esse plano de recuperação da aprendizagem, segundo Idelma Oliveira,  deverá ser precedido de uma atividade diagnóstica municipal para que seja possível identificar o nível real de aprendizagem dos estudantes, especialmente do Ensino Fundamental. “Com os dados dessa avaliação diagnóstica será possível elencar ações de curto, médio e longo prazo para a recuperação da aprendizagem. Esse é o próximo ponto de diálogo entre a SME e as unidades de rnsino”, esclarece a superintendente.

A SME de Senador Canedo divulgou que os contraturnos serão essenciais para ajudar a recuperar parte do conteúdo perdido durante o período sem aulas presenciais. Inicialmente, contarão com o apoio os estudantes com baixa conectividade e, posteriormente, os demais serão incluídos no processo. Projetos de robótica e de olimpíadas para melhorar o processo de aprendizagem e avaliações pedagógicas são metodologias que estão no planejamento de recuperação dos conteúdos escolares, informa a SME de Senador Canedo.

SME de Trindade reconhece que falta de aulas presenciais é preocupante

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Trindade reconhece a ausência das aulas presenciais como um fator preocupante em relação ao ensino aprendizagem. Para a recuperação dos conteúdos, com o retorno às aulas presenciais, previstas para setembro, a SME irá realizar uma avaliação diagnóstica com os alunos do Ensino Fundamental por considerar a ferramenta uma importante aliada, uma vez que é capaz de ajudar a mapear os pontos fortes e as dificuldades da turma, individualmente e conjuntamente, principalmente em relação ao desenvolvimento durante o período de aulas não presenciais. Essa avaliação tem o intuito de identificar as habilidades desenvolvidas ao longo dos anos de 2020/2021 com base curricular, conforme estabelecido pelo Conselho Municipal de Educação por meio da Resolução CME nº14 de 20 de novembro de 2020.

O assessor de Comu­nicação da SME de Trindade, Lucas Gonçalves, conta que com a avaliação diagnóstica será possível identificar as dificuldades específicas de cada aluno na assimilação do conteúdo a fim de conhecer a realidade de cada turma e analisar o nível de domínio dos alunos sobre as competências e habilidades necessárias a continuidade das aprendizagens.

A partir deste resultado, serão elaboradas estratégias pedagógicas para superar as defasagens e dar continuidade ao processo acadêmico. O diagnóstico também permite que o professor possa adequar suas abordagens e estratégias de ensino às necessidades de cada aluno, estimulando seu progresso individual e fazendo com que ele atinja novos patamares em suas competências. A partir desse diagnóstico inicial, cada Unidade Escolar elaborará seu Plano de Recuperação das Aprendizagens Essenciais, o qual incluirá aulas de reforço, reagrupamentos de alunos para a realização de atividades de nivelamento.

Para o retorno das crianças da Educação Infantil na pré-escola a prioridade, será o acolhimento da criança, com atividades de socialização e interação com as demais crianças e os profissionais da unidade escolar e os professores poderão incluir as habilidades de forma processual, aplicar da forma mais lúdica possível, tornando o ambiente acolhedor e criando vínculos com as crianças, é o que explica Lucas Gonçalves.

“Em se tratando de vínculos e confiança, o momento exigirá uma proximidade e muito mais diálogo com as famílias, visto que será importante conhecer a criança que está chegando agora na escola, e em que contexto está inserido, já que a situação de calamidade pública mudou a realidade de muitas famílias”, ressalta.

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