O peso das eleições nas subseções da OAB

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Por Carla Borges

A três meses das eleições da nova diretoria da OAB-GO, a movimentação e as articulações nas 54 subseções da Ordem no interior de Goiás chamam a atenção. Com cerca de 40% dos advogados filiados em condição de votar, as subseções podem definir a eleição, que será realizada em novembro em data a ser anunciada em breve –  mas deverá ser no dia 19 ou 26 daquele mês. Tradicionalmente é em Goiânia que a oposição tende a ser mais forte, enquanto no interior a aceitação ao grupo da situação costuma ser maior, gerando, em tese, um equilíbrio de forças a ser rompido pelo candidato que conseguir aglutinar mais apoios.

O período eleitoral oficial é de 45 dias antes da data definida pelo conselho seccional para o pleito, ou seja, no início de outubro, mas os cinco pré-candidatos estão com as campanhas nas ruas de Goiânia e do interior, movimentando, desde já, muito dinheiro e as redes sociais. Nas subseções as chapas também estão em definição e as eleições são realizadas na mesma data em que serão eleitos a diretoria, os conselheiros seccionais, os federais e a Caixa de Assistência do Advogado (Casag). Cada subseção elege presidente, vice-presidente, secretário-geral, secretário-geral adjunto e tesoureiro.

Secretário-geral da OAB-GO, Jacó Coelho explica à Tribuna do Planalto que o modelo das eleições da OAB segue o do sistema federativo, em que as eleições municipais correspondem às das subseções; as estaduais, às dos conselhos seccionais; e as federais, indiretas, à do Conselho Federal. São os conselheiros federais dos Estados que votam e elegem a diretoria nacional. “As eleições nas subseções têm um peso enorme no resultado geral”, reconhece o secretário-geral, para quem o desempenho da gestão que está se encerrando é fundamental para a segurança dos votos no interior.

Questionado sobre se a atual direção está entregando um bom resultado e, consequentemente, espera bom desempenho nas subseções, Jacó Coelho responde com números. Ele cita pesquisas realizadas pela seccional que apontam um índice de aprovação superior a 70% e diz que o caderno de compromissos das eleições de 2015 e 2018, em que o grupo liderado por Lúcio Flávio Siqueira de Paiva foi eleito e reeleito, teve praticamente todos os compromissos cumpridos. “Pegamos a OAB-GO com uma dívida de mais de R$ 23 milhões e vamos entregar totalmente reestruturada, sem dívidas, com 167 salas totalmente reestruturadas, 13 novas sedes no interior”, enumera, acrescentando que deseja uma eleição de alto nível, em que sejam discutidas propostas para a advocacia.

Trindade

Uma das seccionais em que as articulações estão bem avançadas é a de Trindade, que tem 378 inscritos. A atual presidente, Neli Máximo, conta que não será candidata à reeleição, apesar de gostar muito do exercício da profissão e da OAB. “Neste momento, temos um grupo muito maduro para fazer a sucessão lá”, justifica. Ela vai apoiar os pré-candidatos, George Alexander Neri de Carvalho, secretário-geral, e Rafael Lara na eleição estadual. Lara é o candidato do grupo de Lúcio Flávio. “Dr. George conhece muito bem a subseção, as lacunas e conquistas, é muito preparado. Rafael Lara é alto conhecedor do sistema OAB, foi membro de comissão, conselheiro seccional e federal por dois mandatos cada, diretor da ESA”, justifica.

Neli pondera que a subseção de Trindade está entre as 12 maiores do Estado em número de eleitores e, além de estar na Região Metropolitana de Goiânia, tem intenso fluxo de advogados. “Por esses motivos, ela se tornou vetor de interesses dos pré-candidatos, o que é natural no processo, e creio que tem grande chance de ser determinante no processo eleitoral que se avizinha”, diz a presidente.

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