Vereadores aumentam críticas a secretariado de Rogério Cruz

Embora isentem o prefeito, governistas aderiram a discurso da oposição contraparte da alta cúpula da prefeitura

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Foto: Mariana Capeletti Calaça

Depois da semana turbulenta entre vereadores da oposição ao prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), e o secretário de Governo, Arthur Bernardes (Republi­canos), até com ameaças de levar adiante pedido de exoneração, nesta última foi a vez de os integrantes da base de apoio também subirem o tom contraparte do primeiro escalão do Paço, que, segundo eles, estaria “desorganizada” e com alguns secretários deixando de atender a demandas levadas pelos vereadores.

Um deles, Pedro Azulão (PSB) criticou as atuações dos secretários de Desenvol­vimento Humano e Social, Zé Antônio, e do de Mobilidade, Horácio Mello, que não estariam conseguindo seguir o ritmo do prefeito Rogério Cruz e dos vereadores.  “Não nos atendem, acham que estão acima e são dos secretários que não estão dando conta do ritmo”, comentou o pessebista.

Ele citou o resultado das eleições de Itumbiara – quando o então prefeito Zé Antônio concorreu à reeleição e foi derrotado – para fazer críticas à escolha do nome dele para a secretaria. “Perdeu o mandato e veio para Goiânia fazer política. Esses dois estão quase me levando para a oposição, e eu não tenho problema em ir, porque eu dou conta de trabalhar na oposição”, criticou Azulão.

O vereador Pastor Wilson (Brasil 35) também levantou o tom contra a presença de Zé Antônio em eventos na Região Noroeste da capital, onde o vereador atua. A queixa é de que o secretário não o convida. “Somos três vereadores e ele tem ido na nossa região para fazer política”, criticou.

Não demorou muito para outros integrantes da base sairem em defesa dos secretários. Os vereadores Ansel­mo Pereira (MDB), Henrique Alves (MDB) e Leandro Sena (Repu­blicanos) defenderam o diálogo como principal meio de resolver essas questões.

“Vamos trazer os secretários para esclarecer os problemas e para que os vereadores conversem com eles para seguirmos em frente, junto com o prefeito, e levar obras e projetos sociais para a população, porque os secretários são capacitados e têm boas intenções”, defendeu Sena, que é líder do Republicanos na Câmara.

“Eu vejo boa intenção do ex-deputado e ex-prefeito de Itumbiara, que está conseguindo atender a população de uma forma eficaz, mas ele precisa ter diálogo com os vereadores, que não estão sendo atendidos. Está faltando diálogo”, comentou Anselmo, que encerrou sua fala defendendo o secretário Horácio Mello — indicado por ele — como um secretário “extremamente competente”.

Denúncias e reclamações de oposicionistas

Crítico ao secretário de Saúde, Durval Pedroso, o vereador Mauro Rubem (PT) trouxe à tona para os debates temas como a Data-Base dos servidores, a venda da folha de pagamento e o processo de licitação para a vacinação contra a Covid-19 que, segundo o petista, serão questionadas pela Casa durante a prestação de contas do segundo trimestre nesta quarta-feira (1º/9).

Anselmo Pereira defendeu os secretários, inclusive Horácio Mello, indicado por ele próprio para a gestão de Rogério Cruz

“Não é possível até hoje a prefeitura não colocar a quantidade suficiente de técnicos de enfermagem, técnicos de laboratórios e enfermeiros para atender às necessidades das unidades de saúde. Já são oito meses, não são oito dias, e a prefeitura está desorganizada”, criticou o vereador, que é também dentista na UPA do Jardim Curitiba.

Outro nome do Paço lembrado durante as sessões da semana foi novamente Arthur Bernardes.  Santana Gomes (PRTB), mesmo após ter seu pedido de exoneração de Bernardes rejeitado pelos colegas, voltou a tachá-lo como “estrangeiro e da cúpula de Brasília” e fez acusação ao secretário.

“Infelizmente, nosso pedido de exoneração do secretário não seguiu. Porém, eu recebi uma nova denúncia de que ele estaria desabonando a imagem da prefeitura. Temos fotos do secretário assediando servidoras. Precisa ser exonerado”, denunciou Santana, ao afirmar que o secretário pode processá-lo pelas declarações.

A denúncia, de acordo com o vereador Tião Peixoto (Democratas), que saiu em defesa do secretário, não é “coisa séria”, porque o secretário é “brincalhão” e um “homem simples” que “jamais faria esse tipo de coisa. “Não acredito nem nunca vou acreditar nesse tipo de denúncia.”

Líder do governo na Casa, Sandes Júnior (Progressistas) não quis comentar a denúncia por, segundo ele, ser um “assunto não republicano” e foi sucinto: “Não adianta falar e não trazer provas.” (Dayrel Godinho)

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