Ministro alerta para crise energética mais profunda em meio ao agravamento da seca

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, alertou nesta terça-feira (31) que a crise energética do país foi pior do que se pensava, já que uma seca recorde atrapalha a geração hidrelétrica.

Em endereço nacional televisionado, antecipando-se ao noticiário noturno, Albuquerque disse que a crise se aprofundou. As reservas de água em usinas hidrelétricas já caíram ao nível mais baixo em 91 anos de registros.

“Hoje volto para informar que nossas condições de hidroenergia pioraram”, disse Albuquerque. “O período de chuvas no Sul foi pior do que o esperado. Com isso, os reservatórios de nossas hidrelétricas no Sudeste e no centro-oeste sofreram uma redução maior do que o esperado.”

Ele disse que, com a estiagem, o Brasil perdeu uma produção hidrelétrica igual à consumida pela cidade do Rio de Janeiro em cinco meses. A energia hidrelétrica é a maior fonte de energia do Brasil.

O ministro destacou que o brasileiro deve fazer todo o possível para reduzir o uso de energia para amenizar a crise.

Albuquerque disse que os órgãos do governo federal foram orientados para reduzir o consumo de eletricidade em 20%.

No início do dia, o ministério anunciou que o governo aumentaria os preços da energia devido à seca, com os consumidores afetados pagando em média 6,78% a mais pela eletricidade a partir de 1º de setembro. Os reguladores já aumentaram os preços várias vezes devido à seca.

O país teve que importar eletricidade de seus vizinhos e aumentar a geração de energia em usinas que usam combustíveis fósseis, o que é mais caro, disse Albuquerque.

O ministério disse ainda que aprovou incentivos para que os consumidores reduzam voluntariamente o consumo de energia.

Albuquerque apelou aos brasileiros para que façam melhor uso da luz natural do que da elétrica e diminuam o uso de chuveiros elétricos, ar-condicionado e ferros de passar roupas. (Reuters)

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