‘Deschama’ o Meirelles?

PSD de Goiás atraiu ex-ministro e atual secretário da Fazenda de SP, Henrique Meirelles, com promessa de candidatura a senador. Aprovação de apoio do MDB a Caiado conta com indicação para a vice, o que aumenta a disputa pela vaga, que será única na próxima eleição

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Thiago Queiroz

Convencionada por 146 de 160 cartas favoráveis, a aliança do MDB com o governador Ronaldo Caiado (DEM) para as próximas eleições, com direito a indicação do nome para a vice na chapa majoritária, afunilou ainda mais a disputa para a terceira vaga, a de senador, que é cobiçada, dentre outros, por Henrique Meirelles (PSD), Alexandre Baldy (PP), João Campos (Republicanos) e Delegado Waldir (PSL). A vaga de vice atrai bem menos interesse, já que, como dito pelo próprio governador, trata-se de escolha mais pessoal dele.

Depois de sair do MDB, partido pelo qual disputou a Presidência da República em 2018, o secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo e ex-ministro Henrique Meirelles retornou ao PSD, partido que ajudou a fundar, em 2011. A articulação da volta foi feita pelo próprio presidente regional do partido em Goiás, Vilmar Rocha, com apoio dos principais nomes goianos, o senador Vanderlan Cardoso e o deputado federal Francisco Júnior. A promessa para Meirelles era e continua sendo uma vaga de candidato a senador.

Antes da aproximação do presidente do MDB de Goiás, Daniel Vilela, com o governador, o PSD, além de Meirelles ao Senado, trabalhava para atrair para o partido o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB), e indicá-lo para a vaga de vice. A provável ocupação dela por um nome do MDB, o próprio Daniel, além de dificultar a conquista da filiação de Lissauer impôs ao PSD a necessidade de uma articulação mais intensa para conseguir ser o partido presente na chapa majoritária e honrar o compromisso feito com a “conquista nacional”.

Além disso, a direção terá de conseguir manter em Goiás a candidatura de Meirelles, que poderá, até 2 de abril do próximo ano, escolher outro domicílio ou, até, mudar de legenda, já que como ele tem declarado, quer voltar a Brasília e com mandato.

“O PSD tem candidato a senador e trabalha para isso. Henrique Meirelles é o nome do partido para disputar essa vaga e ele só não será candidato se não quiser”, garante o presidente Vilmar Rocha, também um dos fundadores do partido. Quanto a conversas sobre chapa majoritária, ele descarta prioridade, ao ressaltar que, no momento, o partido aguarda as definições das regras para as eleições do ano que vem, que serão votadas no Congresso, e trabalha para formar chapas tanto para deputado federal quanto estadual. “Definições sobre alianças, só mesmo em março do ano que vem.”

A refiliação de Meirelles ao PSD, com promessa de se candidatar em Goiás, colaborou com a aproximação com o governador Ronaldo Caiado, iniciada depois de ele ter apoiado a candidatura do partido à prefeitura de Goiânia, em 2020, com Vanderlan Cardoso, que foi derrotado no segundo turno por Maguito Vilela (MDB).

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