Corredores preferenciais para ônibus melhoram a vida do usuário, mas não saem do papel

Dos 17 corredores previstos para a Grande Goiânia, apenas um está 100% concluído; obras da Avenida T-7 se arrastam há oito anos

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Corredor exclusivo para ônibus na Avenida T-7, em Goiânia, deveria ter ficado pronto em março/Foto: Wesley Costa

Maísa Lima

s corredores preferenciais ou exclusivos para ônibus do transporte coletivo de passageiros garantem que esses veículos circulem com prioridade nas vias de grande fluxo da Região Metro­politana de Goiânia. A principal vantagem é o aumento da velocidade média desse modal, o que viabiliza o cumprimento dos horários programados e os passageiros chegam mais rápido ao seu destino.

Mesmo sendo aprovada – conforme pesquisa do Instituto Verus – por 84,7% dos usuários do transporte coletivo da capital, essa estratégia está demorando demais a sair do papel. O Plano Diretor de Goiânia, ainda em tramitação na Câmara Municipal, prevê 30 km de corredores, entre exclusivos, preferenciais e estratégicos.

Segundo a Companhia Metropolitana de Trans­porte Coletivo (CMTC) estão funcionando o Corredor Univer­sitário, que compreende uma distância de 2,5 km que ligam a Praça Cívica à Praça da Bíblia (além da faixa preferencial para o ônibus, conta com calçadas com acessibilidade universal, ciclovia no canteiro central e fiscalização eletrônica nos cruzamentos); Corredor 85 (a faixa preferencial vai da Praça Cívica até a Serrinha e também conta com fiscalização eletrônica); e o Corredor T-63 (além da faixa preferencial, tem fiscalização eletrônica em alguns cruzamentos e ciclovia no canteiro central).

Morosidade

Levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Mobilidade mostra a situação dos corredores preferenciais previstos para Goiânia (veja quadro). “Os corredores sempre trazem ganhos em tempo de viagem para o ônibus, que podem contar com uma pista de rolagem mais livre, principalmente de engarrafamentos. Isso não significa que o veículo irá ultrapassar a velocidade permitida nas vias públicas, de 60 km/h. O ganho de tempo é reforçado com a implantação de fiscalização eletrônica nas faixas preferenciais e sincronização de semáforos”, assinala a CMTC.

Além dos corredores preferenciais, a cidade conta com dois corredores exclusivos para o transporte coletivo: Goiás BRT Norte-Sul e Eixo Anhanguera, ambos em construção, o primeiro há 12 anos, como lembra o superintendente de Mobilidade da Secretaria Municipal de Mobilidade, Marcos Villas Boas.

“Goiânia chegou a ter verbas federais para consolidar os corredores, ou seja, criar a faixa preferencial ou exclusiva para os ônibus, fazer o monitoramento por câmeras para garantir que os motoristas a respeitem, intervenções nas calçadas e construção de ciclovias, mas, na época, a prefeitura não deu a devida atenção e não houve a contrapartida. Com isso, a verba foi sendo recolhida e o único remanescente é o corredor da Avenida T-7, que se arrasta há oito anos. Falta concluir também as obras do Eixo Norte-Sul, iniciadas há 12 anos. O município vai colocar dinheiro para terminá-las, afinal, a população não aguenta mais”, informa o superintendente. Só do governo federal foram investidos mais de R$ 30 milhões.

Marcos Villas Boas observa que entre os corredores preferenciais e exclusivos previstos para a cidade, alguns se estendem a municípios vizinhos, como Trindade, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo.

Quando o corredor da Avenida T-7 for concluído deve surtir efeito na vida de aproximadamente 182 mil pessoas, moradoras dos bairros Vila Alpes, Vila União, Vila Lucy, Jardim Ana Lúcia, Setor Sudoeste, Jardim América, Setor Bueno, Setor Oeste, Setor Sul, Setor Central e Jardim Europa. Ele deve passar pela Rua Dona Gercina Borges Teixeira, no Centro, Avenidas Assis Chateaubriand, T-7, C-4, C-12, C-17, Araxá, Avenida Belo Horizonte, Terminal das Bandeiras e Vila União.

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