Governo de Goiás irá implantar mais 105 escolas de tempo integral

Rede pública estadual de ensino possui, atualmente, 164 escolas de tempo integral; até o final do ano que vem, objetivo é ampliar esse número em 64%

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Governador Ronaldo Caiado durante visita ao Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Luís Perillo, em Goiânia. Fotos: Divulgação

O governo de Goiás irá implantar, até o final de 2022, mais 105 escolas de tempo integral na rede pública estadual de ensino. O número de Centros de Ensino em Período Integral (Cepis) passará de 164 para 269 – um crescimento de 64%. A ampliação atende às metas dos planos nacional e estadual de Educação e busca melhorar a qualidade da Educação pública goiana. 

O Cepi tem jornada diária de 7 ou 9 horas e segue um currículo diferenciado, mais dinâmico e flexível. Muito mais do que o aluno passar o dia todo na escola, o objetivo do Cepi é o desenvolvimento integral do estudante, em todas as suas dimensões: intelectual, física, emocional, social e cultural.

O número de Cepis passará de 164 para 269. Fotos: Divulgação

“NÃO É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO” 

“O nome escola de tempo integral não faz jus a essa política, porque parece que é só uma questão de tempo, e não é o caso. Na verdade, é uma outra escola, com um currículo muito diferenciado, com o projeto de vida do jovem no centro. É uma escola muito mais atrativa. E essa escola – a gente viu isso não só em Goiás, mas em vários estados – tem efetivamente uma performance muito positiva”, explicou o presidente do Instituto Natura, David Saad, órgão parceiro da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) na implantação de escolas de tempo integral de Ensino Médio. 

Um estudo do Instituto Sonho Grande e do Instituto Natura baseado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou que as escolas de tempo integral tiveram uma pontuação 63% maior do que as escolas regulares. Além disso, os estudantes de Cepis tiveram maior taxa de aprovação e maior nível de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática. 

“O colégio de tempo integral é o colégio que eu sonho para colocar meu filho, porque ele tem mais tempo de estudo e tempo para trabalhar seu projeto de vida. Ele está seguro na escola. Nós vamos fazer de tudo para que essa criança amplie sua capacidade de ingresso em uma universidade ou fazer um curso técnico e trabalhar, exercer sua profissão”, afirmou a secretária de Estado de Educação, Fátima Gavioli. 

Alunas do Cepi José Honorato em oficina de robótica. Fotos: Divulgação

ANÚNCIO DO GOVERNADOR SOBRE NOVAS ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL

A ampliação do número de escolas de tempo integral para 2022 foi anunciada pelo governador Ronaldo Caiado, no final do mês de setembro, em entrevista à TV Sucesso, afiliada da Record TV no interior. “Vamos bater um recorde”, afirmou o governador. “Esse modelo é uma Educação competitiva com as melhores escolas particulares do estadodeGoiás”,destacou. A Seduc está analisando quais escolas estaduais de tempo parcial serão convertidas em Cepis no ano que vem, considerando o interesse da comunidade local e a infraestrutura da unidade escolar. Em 2021, a rede estadual implantou 15 novos Cepis.

INVESTIMENTOS NAS ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL 

Desde 2019, o Governo de Goiás investiu R$ 65 milhões nas escolas de tempo integral, em melhorias da infraestrutura e na aquisição de equipamentos. Em abril deste ano, o estado também entregou 120 laboratórios de Ciências para 82 Cepis. Em parceria com o governo federal, essa iniciativa teve investimentos de R$ 4,5 milhões.

Laboratório de ciências do Cepi Luis Perillo, em Goiânia. Fotos: Divulgação

FIQUE POR DENTRO 

Hortas escolares dão fartura à merenda de 7 mil alunos Das 14 escolas estaduais da Regional de Educação de Santa Helena de Goiás, no Sudoeste goiano,13 delas integram o Projeto Horta Escolar, desenvolvido por meio da coordenação local. “Somente uma unidade escolar não está produzindo, pois está em reforma geral”, conta Magna Lacerda, a coordenadora regional. 

Com isso, a produção de hortaliças, legumes e verduras beneficia a merenda escolar de aproximados 7 mil alunos nos municípios de Santa Helena de Goiás, Acreúna, Maurilândia, Turvelândia e Porteirão – sob a jurisdição da Coordenação Regional de Educação (CRE) de Santa Helena de Goiás. 

Destaque Para o cultivo da Couve, alface, cenoura, repolho, cebolinha, cheiro-verde, beterraba, rúcula, tomatinho cereja, mandioca berinjela. “Toda a produção vai para a merenda, que ganha mais qualidade nutricional e no sabor”, ressalta Magna. 

O cardápio é bastante variado por conta do complemento, sempre com duas ‘misturas’ no prato do dia, em receitas que acompanham o arroz, por exemplo. “E com a adição de frutas, que também qualifica a alimentação nas escolas do Estado”, acrescenta a coordenadora. 

Os cuidados com as hortas juntam toda a comunidade escolar, com os gestores, professores e servidores, alunos e pais de alunos. “O cultivo também faz parte de atividades pedagógicas, quando os professores da disciplina de Ciências envolvem seus alunos na melhoria da produtividade das hortas”. 

A CRE de Santa Helena de Goiás desenvolve o Projeto Horta Escolar – Plantando sementes para a Educação Ambiental desde o ano de 2019 e investe em formação na área, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, com a participação de coordenadores de Administração Financeira e merendeiras. “A qualificação passa pelos cursos de ‘Boas Práticas na Merenda Escolar’ e ‘Protocolos de Biossegurança’, em conteúdos desenvolvidos pela gerência de Orientação e Articulação das Regionais e Alimentação Escolar da Secretaria de Estado da Educação de Goiás e equipe de nutricionistas”, destaca Magna.

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