Lissauer se mantém na base de Caiado de forma “independente e harmônica”

Postulante à Câmara Federal e cotado para vice-governador na chapa de Caiado, antes da indicação de Daniel Vilela (MDB), o presidente da Alego diz que sua candidatura será decidida pelo seu grupo

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O socialista deve deixar o PSB rumo ao PSD ou Progressistas, mas conversa com outras siglas. Foto: Valdir Araújo

Dayrel Godinho

A um ano das eleições de 2022, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSB), está organizando seu grupo para se lançar à Câmara Federal e consolidar seu nome como principal liderança de Rio Verde, do Sudoeste de Goiás. Ele vem resgatando seu trabalho de oito anos à frente da Alego, a criação do programa Alego Ativa e também sua proximidade com o governador Ronaldo Caiado (Democratas), com quem o deputado pretende manter uma relação “independente e harmônica”. 

O caminho para Brasília não será fácil. Foram necessários mais de 170 mil votos para conquistar uma cadeira na última eleição, em 2018, e o fim das coligações proporcionais dificulta o trabalho dos partidos, que terão que cumprir a cota de gênero e garantir o quociente eleitoral necessário para garantir a vaga na Câmara Federal. 

Lissauer trabalhou para que o PSB permanecesse na base do governador, o que se mostrou bastante improvável. O deputado vem sendo sondado por outras siglas e deve mesmo trocar de partido “no período certo”. Esse período vai até o fim da janela partidária para os deputados estaduais e federais que pretendem concorrer às eleições de 2022, prevista para o mês de abril do ano que vem.

O socialista já foi convidado pelo presidente do PSL em Goiás, deputado federal Delegado Waldir, e por pelo menos outras sete siglas, PSD, Progressistas, Democratas, PL, PTB, PRTB e o Republicanos. Não há legenda favorita, mas o PSD, presidido por Vilmar Rocha, e o Progressistas, que tende a ser o caminho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) estariam à frente. “A mudança partidária deve ocorrer, mas no período certo. Por enquanto estou dialogando com vários partidos, analisando as melhores opções para então migrar para uma nova sigla”, pontua o presidente da Casa.

Chegada de Daniel não afetou a relação com o governo

Cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado por sugestão de pessoas que fazem parte da sua base e da do governador, o presidente da Assembleia afirma que a indicação do presidente do MDB, Daniel Vilela, para a vaga não mudou a sua situação na base do governador. “Foi algo que começou a ser cogitado por apoiadores e lideranças próximas a mim e ao governador, mas que nunca foi o meu projeto”, pontua o presidente, que segue no grupo de apoio ao governo, mas ressalta que com a devida “independência” e dentro de uma relação “harmônica”, com o objetivo de atender a população goiana. 

De acordo com Lissauer, o seu projeto sempre foi a candidatura a deputado federal e esse projeto é antigo, desde a sua reeleição para a Assembleia. “Já estou no meu segundo mandato como deputado estadual, reconheço as conquistas até aqui, a experiência que adquiri estando à frente da Assembleia Legislativa e acredito que estou pronto para dar novos passos”, comenta o presidente. Todavia, ele diz que “o seu grupo irá decidir” sobre a sua candidatura no próximo ano e também que “muita coisa pode acontecer em um ano eleitoral”. 

O presidente do Diretório Metropolitano do Democratas, Lívio Luciano, diz que a não indicação de Lissauer para vice não terá efeito negativo na relação do governo com a Alego. O governador, inclusive, contou com a participação de Lissauer nas negociações com o Progressistas para reinserção do partido na base de apoio do governo. “Ele fica, fortalece a base e vai está nos auxiliando nas interlocuções”, comentou o democrata, que acredita que Lissauer estará com o governador em 2022 e que poderá auxiliar o estado em Brasília.

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