Editorial | Estamos avançando apesar de tudo

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Foto: Divugação/Arquivo

O Brasil bateu a marca de 150 milhões de pessoas vacinadas com ao menos uma dose e de 100 milhões de indivíduos totalmente imunizados contra a Covid-19. Apesar de todas as dificuldades que enfrentou no início da vacinação, o país é destaque no mundo e figura à frente de países como Alemanha e Estados Unidos Número de Pessoas vacinadas com menos dose.

Apesar de a resistência à vacina ser bem menor no Brasil – nove a cada dez brasileiros se vacinaram ou querem se vacinar-, o que contribui para esse avanço na imunização, um pequeno grupo não deseja receber a dose. Uma pesquisa nacional realizada pela Ilumeo mostra que 4% dos entrevistados se negam a ser imunizados, sendo que 3% têm restrição somente às vacinas contra o Coronavírus. A maioria é do sexo masculino (53%), com ensino médio completo e idades entre 25 a 34 anos (42%) e mora na região Sudeste (39%).

Mais grave que os negacionistas da vacina no combate à Covid19 são as entidades de médicos, que reiteram o apoio à autonomia do profissional para prescrever medicamentos descartados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o tratamento do coronavírus. Em Goiás, o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Médicos são omissos em relação à prescrição do “tratamento precoce”, já condenado por infectologistas.

As entidades goianas seguem as recomendações do Conselho Federal de Medicina, cujo presidente, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). É dele a frase: “Não podemos pegar trabalhos científicos e tomar decisões apenas em cima disso. Temos que levar tudo em consideração.”

Apesar deles, estamos avançando.

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