Artigo | O Estado da contradição

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Charles Alessandro Pessoa, secretário Adjunto do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás. Foto: Divulgação

O último dia 28 de outubro de 2021 foi marcado para o servidor. Não como um dia de comemorações pelo Dia do Servidor Público, mas de protesto contra o governo. A inflação dos últimos anos atinge a todos e nós não estamos imunes, principalmente porque as reposições salariais dos servidores dependem do humor e da boa vontade do poder executivo, e não vem sendo paga há pelo menos quatro anos. Lembrando que o pagamento da database (que deve ser anual) dos servidores está previsto na Constituição Federal e Estadual, portanto, não é um favor. É um dever legal no qual o governo estadual deveria basear suas ações. Mas na prática não é isso que vem acontecendo. 

A defasagem salarial já está em mais de 24% e vai chegar ao final de 2021 com um acumulado de mais de 30% levando em conta a inflação. E mesmo nos devendo, não há nem sinal por parte do governo para cumprir a lei, valorizar e respeitar o servidor nem mesmo em 2022. Além da recusa do Governador do Estado em cumprir a Lei, os servidores ainda são obrigados a conviver com o desrespeito, por parte da atual Secretária de Economia, Cristiane Schmidt, que sempre que pode, nos trata não como parceiros, mas sim como um problema. Segundo ela, todo problema que envolve déficit financeiro é causado pelos servidores, nunca admitindo que esse imbróglio todo é problema de gestão. 

Para o Supremo Tribunal Federal, para não pagar a data base é necessário fundamentar essa justificativa. E o que vemos é pura contradição. Segundo dados da própria SEFAZ, o Governo de Goiás, deve fechar 2021 com um superávit de aproximadamente 2 bilhões, mas segue com a narrativa de que não pode pagar a reposição. 

A Secretaria sempre diz que gasta muito com os servidores e que não sobra dinheiro para investimentos. Ora, construção de escolas, postos de saúde e levar Segurança Pública para a População, não é investimento? Mas quem vai atender a população nessas repartições públicas? A população ser bem atendida pelo governo através dos servidores, não é investimento?

 

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