Retomada das aulas presenciais tem baixos índices de contaminação

Escolas municipais e estaduais aumentam capacidade dos alunos em sala de aula, chegando até 100%

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Fabiola Rodrigues

Nestes primeiros meses da retomada das aulas presenciais em Goiás, poucos casos de Covid19 foram registrados no ambiente escolar. O que levou parte das instituições educacionais a voltar a receber todos os estudantes, desde que sejam cumpridos os protocolos de segurança preconizados pelo Comitê Operativo de Emergência (COE). 

Na rede de ensino de Goiânia, a retomada das aulas presenciais para todos os alunos se deu neste início de novembro. É o que conta o superintendente pedagógico da Secretaria Municipal de Educação (SME), Marcelo Ferreira. “Os 5º e 9° anos estão voltando, agora, presencial com toda a capacidade que a sala comporta, escalonadamente, e depois serão retomados os demais anos”, diz. 

Essa flexibilização se deu, segundo o superintendente, devido ao baixo número de casos de infecção por Covid-19 nas escolas. Desde a retomada das aulas presenciais, que ocorreu no dia 16 agosto, em conjunto com o sistema remoto, 5% da comunidade escolar se contaminaram. Os alunos da rede municipal de Goiânia voltaram a frequentar a escola respeitando a capacidade de 50% da sala de aula.

O superintendente relata que, no início de setembro, as aulas chegaram a ser suspensas em algumas escolas nas quais havia algum risco de contaminação. Ele cita como exemplo escolas em que algum professor teve contato com alguém que testou positivo. Nesses casos, como medida preventiva, as aulas foram suspensas para evitar que esse professor tivesse contato com os alunos. “Houve paralisação em algumas turmas, mas foi um número muito pequeno. Não tivemos nenhum caso de surto nas escolas”, diz o superintendente.

Ele analisa que a retomada foi extremamente positiva, considerando ainda que muitos pais relataram que o retorno à sala de aula fez muito bem para os filhos. O superintendente acredita que alguns protocolos de segurança vão continuar, mesmo com o fim da pandemia, pois se percebeu que a eficácia deles proporciona segurança na escola.

No município de Senador Canedo, as aulas presenciais da Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram as primeiras a serem retomadas de forma gradativa, seguida do Ensino Fundamental e de algumas atividades na Educação Infantil. A gestora pedagógica da Secretaria Educação do município, Leila Barbosa, conta que a volta foi feita com cautela e revezamento das turmas. Segundo ela, nenhum professor foi contaminado pelo coronavírus até o momento. Todo o corpo docente da rede de ensino de Senador Canedo só retomou as aulas presenciais depois das duas doses da vacina contra a Covid-19 . “Estamos voltando de forma bem tranquila e positiva. Retomamos com segurança e equilíbrio para voltar em 2022 com força total”, explica.

Em Aparecida de Goiânia a rede municipal voltou às aulas presenciais no início de agosto com 30% da capacidade escolar e, agora, ampliou para 50%. Segundo a assessora da Secretaria de Educação, Fernanda Costa, na primeira semana da retomada presencial instalava-se um pânico se, por exemplo, alguma pessoa espirrasse. Mas esse momento já passou, conta. “Com o apoio aos professores eles foram ficando mais tranquilos quanto à questão da contaminação. A Secretaria de Saúde sempre tem nos dado suporte, fazendo testes de Covid-19 frequentemente”, relata. 

Fernanda observa que não houve registro de focos de contaminação nas escolas da rede municipal – nem entre alunos nem entre servidores da Educação – , mas se fossem registrados o fato levaria ao fechamento da unidade. “Na nossa rede temos cerca de 5 mil profissionais e quase não tivemos casos. Talvez menos de 5% de todo ambiente escolar foi contaminado”, frisa. Segundo a assessora, há grande expectativa de que, no ano que vem, o ambiente escolar retorne à normalidade, continuando ainda a cumprir os protocolos de segurança.

ANÁPOLIS TEVE CASOS EM TRÊS UNIDADES

A Rede de Educação de Anápolis é composta por 107 unidades de ensino, que atendem cerca de 36 mil estudantes. Desde o retorno às aulas presenciais, que se deu no início de agosto com 50% da capacidade escolar, somente três unidades de ensino registraram casos de Covid-19, mas todos sem complicações graves. Essas unidades permaneceram fechadas pelo período de 14 dias nos meses entre setembro e outubro.

Visando o retorno das aulas presenciais, a SME realizou várias ações em conjunto com a Secretaria de Saúde para garantir segurança a toda a comunidade escolar. Foi elaborado um plano para o retorno às aulas presenciais, que contou com o apoio de técnicos que orientaram as equipes das unidades de ensino sobre o protocolo de biossegurança e o protocolo de manejo. 

Para dar mais segurança aos profissionais e estudantes, a SME também disponibilizou às unidades equipamentos de proteção individual e materiais como tapetes sanitizantes, termômetros digitais, dispensers de álcool e sabão, além de lavatórios para higienização. Atualmente a Rede já atende 60% dos alunos de forma presencial.

Rede estadual já está atendendo 70% dos alunos presencialmente

Na Rede Estadual em Goiás, 70% dos mais de 530 mil estudantes já estão frequentando a sala de aula de forma presencial. As aulas começaram dia 2 de agosto, com 50% da capacidade escolar. Agora, parte das escolas já chega a atender 100%dos alunos. 

A superintendente de Organização e Atendimento Educacional da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Patrícia Coutinho, afirma que, nos poucos casos de Covid-19 registrados nas escolas estaduais, a contaminação não se deu no ambiente escolar. Todos foram rastreados e ficou confirmado que a contaminação aconteceu na família. Segundo ela, a escola é um local seguro e controlado devido serem cumpridos todos os protocolos. “Até agora foram poucos casos. Tivemos menos de 5% de infectados. Temos rastreado ponto a ponto, caso a caso e todas as medidas são previamente acionadas”, declara.

A Seduc tem um monitoramento diário e todos os casos suspeitos são acompanhados. Caso identificado alguma situação de contágio, imediatamente a regional é acionada e a Seduc também acompanha o contaminado. De acordo com a superintendente, o ensino presencial ajuda o aluno a aprender mais rápido. Para ela, esse retorno ajuda a acelerar o desenvolvimento do estudante, já que isso impacta até mesmo na parte emocional do aluno, gerando relacionamento e engajamento. Patrícia acredita que para o próximo ano a retomada será integral de todo ambiente escolar. “Nossa expectativa é que a partir do dia 19 de janeiro de 2022 retornaremos com 100% dos nossos estudantes em sala de aula. Sabemos que o protocolo ainda vai permanecer, assim como os cuidados, mas acreditamos em uma retomada integral dos alunas”, pontua.

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